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OS DEZ MANDAMENTOS
  Data: 16/11/2004  Hora: 16:14:52 

  OS DEZ MANDAMENTOS: UM PRESENTE DE DEUS PARA NÓS”
Autor: Jayme Pujoll e Jesus Sanches Biela


INTRODUÇÃO:

O Evangelho nos conta que aproximou-se de Jesus um jovem e lhe perguntou: “Mestre, o que devo fazer para ganhar a vida eterna?”. O Senhor lhe respondeu: “Se queres entrar na vida, observa os mandamentos” (Mateus 19,17). Desta forma tão clara, o Senhor lhe indicou – e a todos nós - qual o caminho para ir para o céu.
Efetivamente, o cumprimento dos mandamentos é o caminho para salvar-se. Quem os cumpre, se salva; quem não os cumpre, se condena. Deus revelou a Moisés os dez mandamentos, no Monte Sinai, deixando-os gravados em duas tábuas de pedra para que seu povo nunca os esquecesse. Jesus Cristo aperfeiçoou a lei e encomendou a sua Igreja que a guardasse e ensinasse a todos os seres humanos. Seguir a Jesus Cristo implica no cumprimento dos mandamentos.

IDÉIAS PRINCIPAIS:
1. O fim último do ser humano
O ser humano foi criado por Deus com um fim último. É o de dar glória a Deus, amando-o e obedecendo-o na
terra, para ser feliz depois com Ele no céu. Fomos criados para dar glória a Deus, e é para isso que existimos.
Como daremos glória a Deus? Cumprindo em todo o momento sua vontade. A vontade divina encaminha o ser humano a seu fim e, como somos seres livres, devemos assumi-la com a vontade de amar e obedecer a nosso Criador e Senhor. A vontade de Deus se expressa fundamentalmente nos mandamentos da lei de Deus.

2. A lei eterna como ordenamento da criação a seu fim
Contemplando as coisas criadas observamos que seguem umas leis naturais: a terra da voltas ao redor do sol,
as plantas dão flores na primavera, o ser humano sente remorsos quando faz algo de errado, etc... Esta ordem não acontece por casualidade, mas foi pensada pela Sabedoria de Deus. Deus ordenou todas as coisas de modo que cada uma cumpra sua finalidade: os minerais, as plantas, os animais, o ser humano. Como essa ordem está pensada e projetada por Deus desde toda a eternidade, nós a chamamos lei eterna.

3. A lei natural como norma para o ser humano
Os minerais, as plantas e os animais obedecem sempre a lei de Deus – a lei eterna – , que neles está
determinada por leis físicas e biológicas. O ser humano, como ser livre, se orienta a seu fim livremente, após conhecer com a inteligência a lei que Deus lhe deu e que descobre dentro de si mesmo. A esta lei gravada por Deus em nosso coração nós a chamamos lei natural; e como está escrita na natureza humana, obriga a todos os seres humanos de todos os tempos. Por ser uma participação da lei eterna, o ser humano não pode muda-la, sendo, portanto, universal e imutável.

4.Às vezes, é difícil conhecer a lei natural
Os seres humanos tem a lei natural gravada no coração, de forma que – com certa facilidade - podem conhecer
os princípios fundamentais; por isso, dos pagãos que não glorificaram a Deus, diz São Paulo, que não podem desculpar-se. Contudo, às vezes torna-se difícil conhece-la; o pecado original e os pecados pessoais posteriores obscurecem seu conhecimento. Por este motivo, , para que com maior facilidade, com firme certeza e sem nenhum erro, todos os seres humanos pudessem conhecer o que deviam fazer para agradar-lhe, Deus revelou qual era a sua vontade, dando-lhes os dez mandamentos.
Estes dez mandamentos põem em relevo os deveres essenciais e, portanto, indiretamente, os direitos fundamentais inerentes à natureza da pessoa humana. O Decálogo contém uma expressão privilegiada da lei natural.

5.A revelação dos mandamentos a Moisés
Deus não se contentou em gravar no coração humano sua lei, mas a manifestou claramente. No monte Sinai,
quando o povo eleito tinha saído do Egito, Deus anunciou a Moisés os dez mandamentos ou Decálogo, dando-os esculpidos em duas tábuas de pedra, para que nunca se esquecesse de cumpri-los. Aqueles dez mandamentos são, resumidos, os que temos no Catecismo.
Os mandamentos assinalam a maneira certa e segura de como devemos atuar, indicam o caminho da felicidade nesta vida e na vida eterna. Por isso dizemos que os dez mandamentos são um presente de Deus, já que são o instrumento com o qual Deus manifesta ao ser humano o que é bom e o que é mal, o que é verdadeiro e o que é falso, o que lhe agrada e o que lhe desagrada.

6.Jesus Cristo aperfeiçoa a lei
A lei que Deus deu a Moisés no Sinai foi levada à perfeição por Jesus Cristo, que se apresenta a si mesmo como
modelo e caminho para alcançar a vida eterna: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (João 14,6). Esta perfeição se revela, sobretudo, no mandamento novo do amor. Depois de amar a Deus com todo o coração, com toda a alma, com toda a mente, com todas as forças, nos manda que nos amemos uns aos outros como Ele nos amou. O Decálogo deve ser interpretado à luz deste duplo e único mandamento da caridade, plenitude da lei. A Igreja, continuadora da obra redentora de Jesus Cristo, continua a ensinar, custodiando e interpretando a lei dada por Deus aos seres humanos.

7.Obrigação de cumprir os mandamentos
Como Deus é o Criador, Dono e Senhor do universo, toda a criação está submetida à lei ou ordem imposta por
Deus. As criaturas irracionais cumprem esta lei inexoravelmente, mas o ser humano é livre e pode não segui-la. Se não observa a lei divina, comete pecado, ofende a Deus e faz dano a si mesmo e aos demais. Em troca, quando guarda os mandamentos, o ser humano tem a segurança de estar no bom caminho e de que está fazendo a vontade de Deus. Mas não podemos – e não devemos - sentir-nos aprisionados pelos mandamentos, sem ter a visão grande e nobre de que Deus quer decididamente o bem de sua criatura preferida – o ser humano – cuja liberdade defende e guarda com as normas.

8.Cumprir os mandamentos por amor
Em conseqüência, tendo a consciência clara de que os mandamentos são o caminho – como uma estrada bem
sinalizada, que manifesta o modo de agir retamente e avisa dos perigos existentes – , temos que dizer que os dez mandamentos da lei de Deus são uma prova do amor e da misericórdia de Deus, de Deus que nos amou primeiro. Por isso, é preciso cumpri-los por amor. É a resposta que Deus espera de nós.
É necessário, pois, conhecer os mandamentos, se queremos vive-los bem e por amor.

9.PROPÓSITOS DE VIDA CRISTÃ:
Aprender os dez mandamentos da lei de Deus.
Tomar a firme determinação de cumprir sempre os mandamentos da lei de Deus, apoiados na graça sobrenatural.


1o MANDAMENTO: AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS”

INTRODUÇÃO:
O Evangelho nos conta que um doutor da Lei se aproximou de Jesus para tenta-lo: “Mestre, qual é o principal mandamento da Lei?”. A resposta foi: “Amarás ao Senhor teu Deus com todo o teu coração e com toda a tua alma e com toda a tua mente. Este é o maior e o primeiro mandamento” (Mateus 22,36-38).
No primeiro mandamento está incluído o dever de adorar a Deus. Quando o demônio tentou a Cristo, pedindo-lhe que se prostrasse e o adorasse, o Senhor replicou: “Afasta-te, Satanás, pois está escrito: ao Senhor Deus adorarás, e só a ele darás culto” (Mateus 4,10).
A adoração do Deus verdadeiro aparece no livro de Daniel – e na vida real de cada ser humano - como o contraste do primeiro mandamento. Para amar a Deus é necessário reconhecer antes seu senhorio e adora-lo; e se alguém não O adora, é porque não O conhece e não O ama, tendo sido Ele substituído pelas criaturas, que são os falsos deuses do egoísmo e do pecado. Quando o rei Nabucodonosor ordenou que todos adorassem a estatua de ouro que tinha fabricado, os três jovens hebreus se negaram a obedecer, porque só se deve adorar a Deus.
Estas passagens nos mostram a grandeza e a importância do primeiro mandamento, cujo conteúdo vamos agora estudar.

IDÉIAS PRINCIPAIS:
1.Conteúdo do primeiro mandamento
Deus é para o ser humano o único Senhor. Criou-nos e cuida constantemente de nós com sua Providência; a
existência e o quanto somos ou possuímos, tudo recebemos de Deus. Em conseqüência, Deus pode exigir do ser humano o reconhecimento e a adoração, porque temos com Deus laços e obrigações irrenunciáveis que constituem a virtude da religião.
Quais são estas obrigações para com Deus? Reconhecer que é nosso Senhor; crer naquilo que nos revelou; esperar o que nos promete; adorar com culto interno e externo; servi-lo, cumprindo em todo o momento sua vontade; orar, elevando a mente a Deus para louva-lo, dar-lhe graças e pedir-lhe o que necessitamos; ama-lo, enfim, sobre todas as coisas. O primeiro mandamento manda, pois, crer, esperar e amar a Deus, praticando os atos próprios da virtude da religião.

2.A virtude da religião
À virtude da religião pertencem principalmente os atos internos da alma, que se dão de modo excelente quando
fazemos atos de fé, esperança e caridade; quando o adoramos, oramos e lhe damos o culto devido; ao dar-lhe graças e pedir-lhe perdão; quando queremos o que Deus quer. Este é, sobretudo, o culto que espera.
Mas temos de fazer também atos externos de adoração: assistir a Santa Missa, ajoelharmo-nos perante
o Sacrário, inclinar a cabeça ante o crucifixo, participar com piedade das cerimônias litúrgicas... Temos alma e corpo, e Deus é o criador de ambos. Por isso temos de manifestar-lhe nossa submissão e reverência também em coisas externas, como costumamos fazer com nossos semelhantes com um beijo, uma inclinação, um cumprimento, ou um presente material. Portanto, é um direito fundamental da pessoa humana poder professar livremente a religião em publico ou privadamente.

3.É preciso cumprir sempre a vontade de Deus
Deus é o Senhor e é preciso cumprir com alegria sua vontade, dispostos a realizar com amor o que lhe agrada,
como fez Jesus Cristo, nosso Mestre: “Pai..., não se faça a minha vontade, mas a tua” (Lucas 22,42). Por outro lado, é nosso Pai que nos ama e nos quer, como ninguém na terra pode querer; daí que sua vontade seja o melhor para nós, e o testemunho verdadeiro de que o amamos seja cumpri-la fielmente, porque é o que Ele deseja.
Existem coisas que Deus manda e devemos faze-las; outra, as proíbe e, por isso, temos de evita-las. Em determinadas ocasiões, o que Deus pede exige esforço e sacrifício, mas temos de faze-lo com igual ou ainda maior empenho.
Cumprir a vontade de Deus supõe também descobrir a vocação ou chamada que nos faz, tratando de segui-la com fidelidade e constância.

4.Pecados contra o 1o Mandamento
São considerados e são pecados contra o primeiro mandamento os que atentam contra a fé (dúvida voluntária,
incredulidade, heresia, apostasia, cisma, ler livros e assistir filmes ou espetáculos que atacam a fé e a moral, discutir sobre questões de fé sem ter a devida preparação...), contra a esperança (desespero, presunção...) e contra a caridade (indiferença, ingratidão, tibieza, ódio, inveja, brigas, escândalo e qualquer pecado mortal).
Mas os pecados específicos contra este mandamento são os que contradizem a virtude da religião. Dentre os muitos pecados possíveis, assinalamos os mais conhecidos:

a)A superstição. Consiste em atribuir a certos objetos, sinais ou palavras efeitos desproporcionais, invocando alguma criatura como se fosse Deus. É um desvio do culto que devemos a Deus, conduzindo à idolatria e a distintas formas de adivinhação ou magia.

b)A idolatria. Consiste em adorar a deuses falsos ou a dar a uma criatura o culto devido a Deus. É um pecado gravíssimo que Deus condena severamente na Escritura. Hoje, muitos põem também em lugar de Deus os ídolos do dinheiro, do prazer, da comodidade, ou a si mesmos.

c)A adivinhação, espiritismo e magia. É a invocação de forças ocultas – aos mortos e mesmo ao demônio – para averiguar por sua intervenção, coisas desconhecidas ou realizar coisas maravilhosas, como se fossem milagres.

d)O sacrilégio. Consiste em profanar ou tratar indignamente pessoas, objetos e lugares consagrados a Deus.

e)O tentar a Deus. Com palavras ou obras, pondo à prova sua bondade e onipotência.

f)A irreligiosidade. É o pecado de não viver a religião, desprezando assim a Deus.

g)O ateísmo. Que nega a Deus.

h)O agnosticismo. Que, como pensa “não poder ser possível conhecer a Deus”, opta por não tê-lo em
conta.

5. A veneração da Virgem Maria e dos santos
Nós cristãos, adoramos a Deus. Mas veneramos e invocamos a Virgem Maria, os anjos e os santos, os amigos
de Deus, que já estão na glória. Desta maneira honramos a Deus neles; são como um espelho no qual vemos algo da infinita perfeição de Deus. Portanto, ao venerar os santos, celebrando sua memória e pedindo sua intercessão, seguindo seu exemplo e honrando suas relíquias e imagens, honramos a Deus.
Por isso, nós cristãos temos as imagens do Senhor, da Virgem, dos anjos e dos santos, e conservamos com veneração as relíquias dos santos. Honrando as imagens e relíquias dos santos, honramos aos santos que elas representam, ou de quem elas são.

6. Importância do 1o Mandamento
O primeiro mandamento é o mais santo e o principal. Cumprindo-o bem, cumprimos todos os demais
mandamentos; e não podemos esquecer que amar a Deus sobre todas as coisas é o principal. Ao fim das contas, a única coisa importante para nós.

7. PROPÓSITOS DE VIDA CRISTÃ:
Procurar cumprir em todo o momento, a vontade de Deus, manifestada nos seus mandamentos.
Fazer sempre muitos atos de fé, esperança e caridade.


2o MANDAMENTO: NÃO TOMAR O SANTO NOME DE DEUS EM VÃO”

INTRODUÇÃO:
Encontramos em um livro, o seguinte fato:
“Havia uma cantora de ópera famosa, que tinha feito muito sucesso, e que fora aplaudida nas principais cidades do mundo. Mas um dia, começou a perder a voz e a sentir incômodos na garganta. Os médicos descobriram-lhe um mal incurável, que poderia acabar com sua vida. Para evitar que isso acontecesse, necessitava ser operada urgentemente. Disseram-lhe: Você já não poderá cantar e nem falar mais. No dia combinado, momentos antes da operação, perguntaram-lhe se queria dizer alguma coisa. Ela respondeu com um sorriso: Glória ao Pai, glória ao Filho, glória ao Espírito Santo. Foram as últimas palavras que pronunciou.”
É um acontecimento comovedor e exemplar. O segundo mandamento da Lei de Deus nos ordena precisamente que honremos o nome de Deus.


IDÉIAS PRINCIPAIS:

1.O nome de Deus é santo
Deus é santo, e seu nome também o é, porque o nome representa a pessoa. Assim se explica que, se alguém
pronuncia de forma irreverente o nome de uma pessoa querida, sintamos indignação. Essa é a razão pela qual, quando nomeamos a Deus, não pensemos em umas letras que compõem uma palavra, mas no mesmo Deus, Uno e Trino. Por isso, temos de santificar seu nome e pronuncia-lo com grande respeito.
Os anjos e os santos no céu louvam continuamente o nome de Deus, proclamando-o três vezes santo. Nós pedimos no Pai Nosso: “Santificado seja o vosso Nome”, e temos de nos esforçar para que o nome de Deus seja glorificado na terra.

2.Como honramos o nome de Deus
Honramos e santificamos o nome de Deus quando o louvamos como Criador e Salvador, confessando perante
todos que é nosso Deus e Senhor; escutando com devoção ou meditando a palavra de Deus; quando damos graças por tudo o que nos concede ou pedimos com confiança sua ajuda ou proteção; cuidando de tudo o que lhe está consagrado; quando procuramos que Deus seja conhecido, amado e honrado por todos; jurando com piedade, justiça e verdade, e quando fazemos votos ou promessas de coisas gratas a Deus, com intenção de cumpri-los.

3.O respeito das coisas santas
Em atenção ao nome de Deus, que de alguma maneira ostentam, temos de respeitar os lugares, as coisas e
pessoas a Ele consagrados. São lugares sagrados os templos e os cemitérios, que exigem um comportamento cheio de respeito e dignidade. São coisas sagradas o altar, o cálice e outros objetos dedicados ao culto. São pessoas consagradas os ministros de Deus e os religiosos; portanto, o Papa, os bispos, os sacerdotes merecem todo o respeito – pelo que representam – e nunca se deve falar mal deles.
Quando se profanam coisas ou lugares sagrados, ou se injuriam às pessoas consagradas a Deus, comete-se um pecado de sacrilégio.

4.O juramento é colocar a Deus por testemunha
Às vezes, é necessário que aquele que faz uma declaração sobre o que viu ou ouviu, tenha de reforça-la com
um testemunho especial. Em ocasiões muito importantes, sobretudo em um tribunal, pode-se invocar a Deus como testemunha da verdade daquilo que se diz ou promete; isso é fazer um juramento. Fora destas circunstâncias não se deve jurar nunca, e é necessário procurar que a convivência humana se estabeleça na base da verdade e da honradez. Jesus disse: “Seja, pois, o vosso modo de falar: si, sim; não, não. O que excede isso, vem do Maligno” (Mateus 5,37).

5.Voto e promessa
Voto é a promessa deliberada e livre, feita a Deus acerca de um bem possível e melhor, com a intenção de
obrigar-se a cumpri-la. O costume será o de fazer propósitos que nos ajudem a melhorar, sem necessidade de votos e de promessas, a não ser que Deus assim nos peça. Se alguma vez queremos fazer alguma promessa a Deus, será prudente perguntar ANTES ao confessor, para nos assegurar de que podemos cumpri-la.

6.Pecados contra o 2o Mandamento
Além dos pecados de perjúrio ou de não cumprimento de um voto, os pecados contra este mandamento são:
pronunciar com ligeireza ou sem necessidade o nome de Deus, nomear a Deus com enfado, maldizer e blasfemar. A blasfêmia consiste em dizer palavras ou fazer gestos injuriosos contra Deus, a Virgem, os Santos e a Igreja. Se é repetida de forma constante, é um pecado grave, já que vai diretamente contra Deus.

7.O nome do cristão
No batismo, impõe-se um nome ao neófito; os pais, padrinhos e o pároco devem procurar que seja um nome cristão, o nome de um santo que viveu uma vida de fidelidade exemplar a Deus. Ao ser colocado sob o patrocínio de um santo, se oferece ao cristão um modelo de caridade e se lhe assegura a intercessão. Assim, resulta que o nome de cada pessoa é sagrado e merece respeito. Deus conhece a cada um de nós por seu nome.

8.PROPÓSITOS DE VIDA CRISTÃ:
Invocar com confiança o nome de Deus e fazer sempre atos de desagravo quando se escute alguma coisa contra Deus, a Igreja, os sacerdotes, maldições ou blasfêmias.
Procurar que acreditem no que dizemos por nossa palavra, sem necessidade de juramentos.


3o MANDAMENTO: SANTIFICARÁS AS FESTAS”

INTRODUÇÃO:
No livro do Êxodo podemos ler estas palavras que Deus disse a Moisés e a seu povo: “Seis dias trabalharás e farás todas as tuas obras, mas o dia sétimo é dia de descanso para o Senhor, teu Deus. Nenhum trabalho servil farás neste dia, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem teu criado, nem tua criada, nem teus animais de carga, nem o estrangeiro que habita dentro das tuas portas. Pois em seis dias o Senhor fez o céu e a terra, o mar e tudo quanto contém e no sétimo descansou” (Êxodo 20,9-11).
É vontade de Deus, portanto, que dediquemos a Ele um dia da semana, de forma especial. É importante entender o verdadeiro sentido do domingo, que é o de santifica-lo e de santificar-nos, não o de divertir-nos somente, e muito menos o de pecar.

IDÉIAS PRINCIPAIS:

1.O domingo, dia do Senhor
Deus manda que lhe dediquemos um dia da semana de modo especial: um dia para Ele e para podermos
descansar. Os israelitas celebravam o sábado, conforme Moisés tinha-lhes ordenado no Sinai; mas os Apóstolos marcaram o domingo que é o dia no qual Jesus Cristo ressuscitou. Também no domingo, o Espírito Santo veio sobre os Apóstolos na festa de Pentecostes. Domingo significa dia do Senhor, e assim é chamado por comemorar a Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.

2.As festas de preceito
Além do sábado, os israelitas celebravam outras festas ao largo do ano; a mais solene era a Páscoa. Nós cristãos celebramos também festas nas quais comemoramos os principais mistérios da vida de Jesus: Natal, Epifania, Apresentação no templo, Corpus Christi...; da Santíssima Virgem: Maternidade divina, Imaculada Conceição, Assunção, Visitação...; e dos santos: são José, são Pedro,...
A Igreja determina quais festas são de preceito, quer dizer, aquelas que devemos santificar como se fossem domingo. Na liturgia católica a festa mais solene é a Páscoa, ou dia da ressurreição de Cristo, que se repete a cada domingo.

3.A participação na Missa
Ainda que todos os dias devam ser vividos santamente, Deus quis que o adorássemos e déssemos culto de
maneira especial aos domingos e festas de guarda. E como santificar o domingo e as festas de guarda? Principalmente participando da Santa Missa. A Missa é o ato maior de adoração e culto que podemos oferecer a Deus na terra. Assim como os primeiros cristãos, nós nos reunimos ao redor do altar e do sacerdote – que representa Jesus Cristo – para celebrar o santo sacrifício da Missa.

4.A obrigação de participar da Missa aos domingos e dias de preceito
Para nos ajudar a cumprir o terceiro mandamento da lei de Deus, a Igreja nos impõe a obrigação de participar
da Missa inteira todos os domingos e festas de guarda. Este mandamento obriga ao cristão que já tenha cumprido 7 anos de idade e tem o uso da razão. Quem não participa da Missa comete pecado mortal, a não ser que tenha sido dispensado, como é o caso de um enfermo ou de quem cuida de um enfermo, ou se é necessário percorrer uma distância muito longa, etc; quer dizer, sempre que exista uma causa justa e grave. No caso de dúvidas, é necessário perguntar ao sacerdote.
A Igreja pode impor-nos esta obrigação porque tem autoridade para ditar leis, e não pretende outra coisa senão a de ajudar-nos a cumprir realmente a vontade de Deus. Desta forma, concretiza-nos o conteúdo do terceiro mandamento da lei de Deus.

5.Como participar da Missa
O preceito obriga a participar da Missa inteira no domingo ou dia de festa de guarda – ou véspera – segundo a
celebração com piedade e atenção. Por isso, é necessário chegar com pontualidade, escutar com atenção as leituras e a homilia, estando recolhidos e atentos na Missa.

6.O descanso festivo
A vida humana segue um ritmo de trabalho e descanso. A instituição do domingo contribui para que todos
desfrutem do tempo de descanso suficiente, que lhes permita cultivar sua vida familiar, cultural, social e religiosa.
Nos domingos e festas de preceito, os cristãos devem abster-se de trabalhos e de atividades que lhes impeçam de dar culto a Deus, para gozar da alegria própria do dia do Senhor e para desfrutar do devido descanso da mente e do corpo.
Podemos descansar com diversões sãs, que não fendam a Deus, com uma vida familiar mais intensa, praticando esportes ou passeios, etc. Nunca podemos ofender a Deus, muito menos no domingo ou dia de guarda.

7.PROPÓSITOS DE VIDA CRISTÃ:
Fazer o firme propósito de cumprir sempre o preceito de participar da Missa nos domingos e festas de guarda.
Durante estes dias, ocupar-se dos que nos rodeiam, ao mesmo tempo que se descansa com diversões alegres e sadias.


4o MANDAMENTO: HONRARÁS TEU PAI E TUA MÃE”

INTRODUÇÃO:
Depois de estudar os três primeiros mandamentos, que abarcam os deveres para com Deus, vamos considerar os sete restantes que visam o próximo e podem resumir-se em uma única frase: “Amarás teu próximo como a ti mesmo”.
Iniciamos com o quarto mandamento, que diz: “Honrarás teu pai e tua mãe”. Deus quer que – depois dele - honremos os nossos pais, que nos deram a vida e transmitiram o conhecimento de Deus; mas o mandamento abarca também as relações de parentesco com outros membros do grupo familiar, como os avós e demais antepassados, aos quais devemos igualmente honra, afeto e reconhecimento. Finalmente, este mandamento estende-se também aos deveres do aluno para com seus mestres, do empregado em relação a seu patrão, do subordinado e seu chefe, do cidadão em relação a sua pátria e aos que a administram ou governam.

IDÉIAS PRINCIPAIS:
1.O sentido do quarto mandamento
Os pais são o instrumento querido por Deus para trazer novas vidas a este mundo. Além da vida, procuram para
seus filhos o alimento e a educação para que cresçam, se desenvolvam e recebam todos os auxílios para alcançar a santidade de vida dos filhos de Deus.
O quarto mandamento nos recorda as obrigações que temos para com nossos pais: amor, respeito e obediência. O comportamento de Jesus com Maria, sua Mãe, e com José, que fazia as vezes de pai, deve ser um exemplo a ser imitado por todos.
Por extensão, o quarto mandamento inclui o respeito e a obediência devidos àqueles que, sob algum aspecto, estão constituídos em autoridade: professores, autoridades eclesiásticas e civis, a pátria etc..

2.Deveres dos filhos para com seus pais

a) Amor. O primeiro dever de um filho para com seus pais é o de amá-los, e o amor se demonstra com obras. É preciso rezar por eles, dar-lhes satisfações e alegrias e ajudá-los segundo as possibilidades, sobretudo se estão enfermos ou são anciãos.

b) Respeito e gratidão. O respeito aos pais se demonstra na sincera veneração, e na reverência quando se fala com eles e deles. Seria uma falta de respeito levantar a mão contra eles, desprezá-los, insultá-los ou ofendê-los de qualquer modo, ou ter vergonha deles.
Caso nossos pais tenham algum defeito ou peculiaridades – particularmente se já são idosos – ou que não façam o que deveriam fazer, é necessário rezar, compreendê-los e desculpá-los, ocultando seus defeitos e tratando de ajudá-los a que os superem, sem que jamais saia de nossa boca uma palavra de crítica.

c) Justa obediência. É necessário obedecer aos pais com prontidão e diligência, sempre que não seja pecado o que nos mandam. A obediência exige esforço, porque é muito mais fácil ser “rebelde” fazendo continuamente o próprio capricho. Para obedecer é necessário um coração bom e vencer o próprio egoísmo.

3.Outras obrigações do quarto mandamento
Dentro deste mandamento são incluídos também, além dos pais, outras pessoas às quais se deve obediência,
amor e respeito:

a)Os irmãos. Especialmente os irmãos mais velhos devem procurar dar bom exemplo evitando discussões, brigas, invejas: em uma palavra, o egoísmo.
b)Familiares e amigos. O amor e o respeito da família alcança de modo particular os avós, tios, primos e os amigos.

c)Professores e benfeitores. São os representantes de nossos pais e por isso devemos a eles agradecimento e respeito.

d)Os Pastores da Igreja. Porque somos filhos da Igreja, temos de amar aqueles que governam nossa alma, rezar por eles e obedecer suas indicações. A lealdade pede que nunca murmuremos contra eles.

e)Deveres para com a Pátria e as autoridades civis. Como toda autoridade vem de Deus, é necessário amar e servir nossa Pátria, a mãe comum, respeitar e obedecer às autoridades civis e cumprir as leis, sempre que sejam justas.

4.Deveres dos pais para com seus filhos
Os pais hão de amar, sustentar e educar seus filhos: cuidar de suas necessidades espirituais e materiais,
dando-lhes uma sólida formação humana e cristã. Para consegui-lo, além de rezar por eles, devem oferecer os meios eficazes: o exemplo próprio, os bons conselhos, a escolha da escola, vigiar as companhias, etc... Depois de tê-los aconselhado, devem respeitar e favorecer a vocação dos filhos quando escolham o caminho de sua vida, no humano e no sobrenatural.

5.Cumprir com amor as obrigações deste mandamento
Jesus, Maria e José formavam a Sagrada Família – modelo de todas as famílias – na qual reinava o carinho, a
obediência e a alegria. Também na nossa família deve ser o amor a Deus – e aos demais por Deus – o que nos move em todo o momento a cumprir com gosto nossos deveres.
O cumprimento do quarto mandamento traz consigo uma recompensa: “Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem teus dias sobre a terra que o Senhor, teu Deus, vai te dar” (Êxodo, 20,12). Deus abençoa com frutos espirituais e temporais de paz e prosperidade; ao contrário, o não cumprimento traz grandes danos, não só para a pessoa, mas para toda a comunidade humana.
6.PROPÓSITOS DE VIDA CRISTÃ:
Fazer um bom exame de consciência para ver se estou cumprindo minhas obrigações para com minha família.
Rezar todos os dias pelos meus familiares, professores, ministros da Igreja.


5o MANDAMENTO: NÃO MATARÁS”.

INTRODUÇÃO:
No livro do Gênesis há um episódio muito triste e doloroso: a história de Caim e Abel. Ambos irmãos ofereciam sacrifícios a Deus, mas Caim oferecia o pior, enquanto Abel oferecia a Deus os melhores cordeiros do rebanho. Por isso, o fumo do sacrifício de Caim não subia ao céu, enquanto que o de Abel era agradável a Deus e subia ao céu. Caim sentiu inveja de seu irmão, convidou-o a passear pelo campo e com uma queixada de animal o matou.
Deus amaldiçoou a Caim por ter derramado o sangue de um homem inocente. O sangue inocente grita vingança ante Deus e Caim viveu errante durante o resto de sua vida, cheio de remorsos.
O quinto mandamento não só ordena “não matar”; mas também proíbe as brigas, agressões, invejas etc., e sobretudo, ordena o respeito e o cuidado com a vida humana, que é um dom de Deus.

IDÉIAS PRINCIPAIS:
1.Só Deus é o dono e o senhor da vida
A vida humana é sagrada; desde seu início é fruto da ação criadora de Deus e sempre mantém esta especial
relação com o Criador, origem e término de nossa existência. Só Deus é o senhor da vida desde o princípio até o fim; o ser humano não é mais do que administrador, e deve cuidar da própria vida e da de seus semelhantes.
O quinto mandamento proíbe aquilo que atenta injustamente contra a própria vida e a vida dos demais; mas não deve ser entendido no sentido puramente negativo, pois ordena-nos a caridade, a concórdia e a paz com todos – mesmo que com os que se mostram como inimigos - e este aspecto positivo é o conteúdo principal do preceito.

2.Deveres de alguém para consigo mesmo

a)Amor e respeito a si mesmo. Temos de querer-nos a nós mesmos de maneira ordenada, sem egoísmo (quando referimos a nós mesmos as pessoas e as coisas), nem soberba (com uma falsa valoração das próprias qualidades, por ambição, presunção e vanglória).

b)Usar bem os talentos. Deus deu a cada ser humano talentos e capacidades tanto naturais como sobrenaturais. No plano natural estão a inteligência e a vontade, que temos de desenvolver adquirindo os conhecimentos de que sejamos capazes e formando a vontade para alcançar o senhorio de nós mesmos e uma personalidade capaz de grandes empresas. A preguiça (pereza) é o pecado que se opõe a que os talentos frutifiquem em nós. No aspecto sobrenatural temos a graça santificante, junto com os dons que a acompanham. Temos de corresponder generosamente porque, ao final de nossa vida, Deus nos pedirá contas de como aproveitamos as graças recebidas.

c)Amor e respeito ao corpo. O corpo é o instrumento que Deus nos deu e santificou; um dia ressuscitará cheio de glória. Por isso temos de respeitá-lo e cuidá-lo (Alimento, limpeza, esportes), evitando os excessos que possam prejudicar a saúde. Devemos amá-lo de maneira ordenada, já que existem outras coisas mais importantes. Opõem-se a este dever o suicídio, o desejar a própria morte, expor-se a perigos grandes (condução imprudente de veículos, excursões arriscadas, etc...), a mutilação de alguma parte do corpo, a eutanásia (encurtar a vida para reduzir o sofrimento), a gula (comer ou beber em excesso), a embriaguez e a utilização de drogas.

d)O cuidado da vida espiritual. É importante cuidar do corpo, mas mais importante ainda é cuidar da vida da alma, para que a graça cresça em nós. Cresce-se conhecendo melhor a doutrina cristã – o Catecismo – para poder cumpri-la, confessando e comungando com freqüência, tratando a Jesus no Sacrário, fazendo pequenos sacrifícios, etc. A vida da graça na alma se perde pelo pecado mortal, que é como um suicídio; ainda que graças à misericórdia de Deus existe o remédio do Sacramento da Penitência, que permite recuperar a vida sobrenatural.

3. Deveres do quinto mandamento para com os outros
a)Respeito à vida alheia. A mesma razão que obriga a respeitar a própria vida, exige o respeito da vida alheia: cada ser humano é criatura de Deus, de quem recebemos a vida, e só Ele é dono de nossa vida. Este direito à vida é violado pelo homicídio e pelo aborto, que são crimes horrendos contra Deus e contra a humanidade. Deus é sempre o autor da vida, também da vida dos animais e das plantas, e não se pode matá-los a não ser que seja por utilidade e necessidade, como, por exemplo, para servirem de alimento, mas sem que isto cause dor inútil ou sofrimentos.

b)O respeito à convivência. O quinto mandamento proíbe não só matar, mas tudo o que vá contra os demais: ódio, inveja, inimizade, discórdias, brigas, vinganças, lutas, desejar mal a alguém, alegrar-se em ver os outros sofrer, insultos... O Evangelho proclama bem aventurados aqueles que amam a paz, e uma manifestação deste espírito será o rezar para que não haja guerras entre as nações. O cristão tem que perdoar e coração as injúrias recebidas, “não sete vezes, mas setenta vezes sete vezes” (Mateus 18,22); quer dizer, sempre. Igualmente deve saber pedir perdão das ofensas que possa ter feito aos demais; não é nenhuma humilhação, mas sim, demonstrar com obras que se tem um grande coração.

c)O pecado de escândalo. Por atentar contra o bem espiritual do próximo, o escândalo é um pecado contra o quinto mandamento. Escândalo é toda palavra, obra ou omissão que incita o outro a pecar: conversas más, blasfêmias, o facilitar fotografias, livros, fitas, sites da internet, revistas inconvenientes, utilizar vestes indecorosas, faltar à Missa... Estes exemplos provocam o pecado em que os observa ou padece, e por isso disse Jesus, referindo-se ao que provoca os escândalos: “Seria mais conveniente que se lhe atasse uma roda de moinho ao pescoço, e lhe jogassem no fundo do mar” (Mateus 18,6). Temos de fugir dos que ensinam ou levam a pecar, fazendo assim o ofício que é próprio do demônio; e se tivermos cometido este pecado, é preciso pedir perdão e reparar o dano causado.

4. Ajudar aos demais em suas necessidades
Para viver o sentido positivo do quinto mandamento é necessário querer bem ao próximo, ajudando – com o exemplo e a palavra – a resolver suas necessidades, tanto materiais como espirituais.
As obras de misericórdia recordam quais são as principais necessidades, e quando as realizamos,
demonstramos de verdade nosso amor ao próximo.

5.PROPÓSITOS DE VIDA CRISTÃ:
Ler e saber de cor as obras de misericórdia corporais e espirituais, procurando cumpri-las no dia a dia.
Ser amigo de todos, tratando com respeito, sem exceção de ninguém. Não guardar rancor nem desejar mal a ninguém, evitando os insultos, o maltratar quem quer que seja.
Perdoar sempre a quem nos ofende, rezando muitas vezes a oração do Pai Nosso.

6o MANDAMENTO: NÃO COMETERÁS ATOS IMPUROS”.

INTRODUÇÃO:
São Paulo escreve aos cristãos de Corinto: “Não sabeis que vossos corpos são membros de Cristo?... Não sabeis que vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós, pois o recebestes de Deus, e que não vos pertenceis? Fostes comprados por um alto preço! Glorificai, portanto, a Deus em vosso corpo” (1 Coríntios 6, 15;19-20). Vivendo a realidade de um mundo pagão, no qual a castidade era desprezada e ridicularizada, São Paulo demonstra as razões para que o cristão viva a castidade: é membro de Cristo, templo do Espírito Santo e deve dar glória a Deus também com o corpo.
Mas não tão somente o cristão, mas todo o ser humano como tal, deve respeitar seu corpo – e o dos demais – cuidando com esmero de viver a castidade em pensamentos, palavras, obras e desejos, se quiser viver conforme a razão. Deus marcou o caminho da dignidade humana neste campo com dois preceitos: o sexto, “não cometerás atos impuros”, e o nono, “não consentirás em pensamentos e nem em desejos impuros”, para o pleno domínio racional – interior e exterior – da sexualidade.

IDÉIAS PRINCIPAIS:
1.A sexualidade é um dom de Deus
Um ponto de partida, tão fundamental como necessário para falar do sexto mandamento, é a afirmação da Sagrada Escritura, quando nos ensina que Deus criou o homem à sua imagem e semelhança, e os criou homem e mulher (cf. Gênesis 1,27). E que o homem, pois, seja homem e a mulher seja mulher, isso vem de Deus. Deus assim o quis. Portanto, como tudo aquilo que Deus faz é bom, a sexualidade não é um mal, nem é contrária à lei de Deus: é boa, pois veio de Deus. É um grande dom de Deus.
Mas a sexualidade tem uma razão de ser muito definida e sublime. Ainda que Deus tivesse podido fazer as coisas de outra maneira, quis – pela sexualidade – confiar ao homem e à mulher –aos esposos – a missão nobre de transmitir a vida, continuando a geração humana, querida por Deus. E como a missão é tão alta, quis também ordena-la e protege-la com uns preceitos que a mantém em sua dignidade e eficácia, conforme o plano de Deus. Por isso não se pode fazer com o corpo aquilo que apetece. Deus estabeleceu uma ordem no uso da sexualidade e tal ordem consiste em que o prazer sexual – seja de pensamento, palavra ou obra – somente seja lícito, se for buscado dentro do matrimonio e encaminhado ao fim que Deus Criador lhe assinalou: a transmissão da vida humana, junto com a ajuda mútua dos esposos.

2.A virtude da castidade
Ainda que às vezes se identificam castidade e pureza, a virtude da pureza expressa melhor o fato e a renúncia
total ao uso da sexualidade, enquanto que a castidade expressa o senhorio sobre a sexualidade por renúncia total ao uso ilícito. A castidade é, pois, a virtude que regula e controla a sexualidade, impondo o respeito ao corpo em pensamentos, desejos, palavras e ações. Esta virtude expressa a integração da sexualidade na pessoa e, por conseguinte, a submissão da paixão sexual à razão humana e à fé. A virtude da castidade é, como toda virtude, uma conquista própria de valentes; é algo positivo que liberta da escravidão de vícios e do pecado.

3.A impureza destrói muitas coisas no ser humano
O pecado da impureza destrói no ser humano tesouros que Deus lhes deu, não só pelo fato de O ofendermos e
perdermos sua amizade, mas também porque é um dano de modo particular a virtudes de verdade excelentes. O impuro é alguém triste, por ser escravo do pecado; não é generoso porque só pensa em si mesmo e em seu prazer; debilita sua fé, porque seu coração vai se cegando. Perde a sensibilidade fina da alma, que lhe capacita para amar a Deus e aos demais.
Se não se consegue a educação e o domínio da sexualidade, com uma pedagogia da liberdade, a alternativa é evidente: ou o ser humano controla suas paixões e obtém, assim a paz, ou se deixa dominar por elas e se torna um pobre coitado.

4.A castidade é para todos
Cristo é o modelo de todas as virtudes, e a condição do cristão, seguidor de Cristo, é a de viver uma vida casta.
Cada um em seu estado de vida, e segundo a vocação que recebeu de Deus, pois a uns, Deus lhes pede viver em virgindade ou no celibato – um modo eminente de se dedicar por inteiro a Deus com o coração indiviso - , e a outros, no matrimonio ou solteiros. Os casados hão de viver a castidade conjugal, fiéis a seus deveres matrimoniais; os solteiros praticam a castidade na continência.
Os esposos hão de ter presente que a fecundidade é um bem e o fim do matrimônio, pois o amor conjugal tende naturalmente a ser fecundo; por isso, o ato matrimonial deve estar aberto à transmissão da vida, e nunca será permitido o recurso à anticoncepção ou à esterilização para evitar a procriação.

5.Pecados contra a castidade
Pecam contra a castidade os que – consigo ou com outras pessoas – cometem ações impuras; olham coisas
impuras; consentem em pensamentos ou desejos impuros; mantém conversações ou contam piadas sobre coisas impuras; os que voluntariamente colocam a si mesmos ou a outros em perigo de cometê-los. Como tipificação moral, são pecados notórios contra a castidade a masturbação, a fornicação (união sexual entre duas pessoas não casadas, de sexo oposto), as atividades pornográficas e as praticas homossexuais; contra a dignidade do matrimonio podemos destacar o adultério, a poligamia e o chamado “amor livre”.
Estes pecados contra a castidade são sempre graves, se há pleno conhecimento e consentimento; em tal caso não existe matéria leve.

6.A luta pela castidade
Para ganhar a batalha da castidade é necessário fugir das ocasiões; nesta matéria, fugir não significa Covardia,
mas sim, prudência. E a prudência exige evitar amizades, leituras, espetáculos, conversas, etc.. que levem ao pecado.
Outro passo será o de estar ocupados em um trabalho sério, que salva de ensimesmar-se no egoísmo; ajuda também a prática de esportes, que forma virtudes esplendidas para resistir ao capricho. E não se pode esquecer a importância da sinceridade, que conta as dificuldades às pessoas competentes em busca de ajuda e conselho, assim como a modéstia e o pudor que ensinam a delicadeza no vestir, no asseio diário, etc..., para a defesa da pureza propriamente dita.
Mas o mais importante é colocar os meios sobrenaturais: a confissão e a comunhão freqüentes; pedir a castidade com humildade e perseverança; acudir à Virgem Puríssima e nossa Mãe; oferecer pequenos sacrifícios que afirmam a vontade e conseguem a graça. Como observa Santo Tomás de Aquino, “que o homem viva na carne e não segundo a carne, não é do homem, mas de Deus”.

7.PROPÓSITOS DE VIDA CRISTÃ:

Acudir à Virgem ao sentir alguma tentação contra a castidade
Colocar esmero em ser e mostrar-se sempre limpos nas palavras, conversas, piadas,

7o MANDAMENTO: NÃO FURTARÁS”

INTRODUÇÃO:
Quando o jovem rico se aproximou de Jesus perguntando o que deveria fazer para ir parar o céu, ouviu esta resposta do Senhor: “Cumpre os mandamentos”. E ao confessar que já os vinha cumprindo desde criança, Jesus lhe disse: “Uma só coisa te falta. Vai, vende tudo quanto possui e dá o dinheiro aos pobres, e terás um tesouro no céu; depois, vem e segue-me” (Marcos 10,21). Ao ouvir estas palavras, foi embora triste porque era muito rico e não queria abandonar os seus bens. Então o Senhor advertiu seus discípulos: “Dificilmente entrarão no céu aqueles que possuem riquezas!”.
A cena sugere algumas perguntas: Estamos apegados às coisas que temos? Somos egoístas? Cuidamos e respeitamos as coisas dos outros? Pegamos aquilo que não nos pertence? Preocupamo-nos com os pobres e os que tem menos do que nós? Cumprimos nossas obrigações de cidadãos?

IDÉIAS PRINCIPAIS:
1.O plano de Deus a respeito dos bens da terra
O ser humano nasce no seio de uma família: pais, irmãos e outros seres que cuidam de nós para que possamos
viver. Também está rodeado de coisas que necessita para viver e desenvolver-se: comida, bebida, roupas e muitos bens que fazem possível e facilitam o desenvolvimento de suas capacidades naturais. Estes bens – como também a vida – não nos são dados por nós mesmos, mas são todos recebidos. Nós os recebemos de Deus, que é o Criador de tudo, e que utiliza da família como instrumento de sua Providência generosa e esmerada. Mas a condição deste ser humano é a de cada ser humano e, portanto, os bens criados tem um destino universal; são de todos e para todos e devem ser conseguidos principalmente mediante o trabalho.
Ao mesmo tempo, para segurança de sua liberdade e estímulo de trabalho – direito e dever do ser humano – , necessita possuir alguns bens (casa, terras, dinheiro...), que protegem a autonomia da pessoa e da família. É o direito à propriedade privada, que é um direito natural, quer dizer, querido por Deus. Por isso, os sistemas que anulam ou impedem a liberdade, o trabalho e a propriedade privada são antinaturais, porque se opõem aos direitos fundamentais da pessoa humana. Harmonizar e tutelar uma e outra dimensão: o destino universal dos bens criados e a propriedade privada é o que faz este sétimo preceito do decálogo, junto com o décimo. É a idéia que está subjacente na frase de João Paulo II: “Sobre toda propriedade privada recaí uma hipoteca social”; porque, ainda que se possa dispor das coisas, o ser humano é mero administrador e deve estar aberto aos demais, tendo em conta virtudes tão sociais como a temperança, a justiça e a solidariedade, reclamadas pela condição do cristão.

2.O respeito pelas pessoas e por seus bens
Tendo em conta estes princípios que regulam o uso dos bens criados, o sétimo mandamento proíbe estas
atuações, que atentam contra o direito do próximo:

a)O roubo, que é o tirar ou o reter uma coisa contra a vontade de seu dono;

b)A usura, que é o emprestar dinheiro ou outra coisa exigindo um juros excessivo;

c)A fraude, que é o não dar o justo peso ou medida, ou dar uma coisa pela outra;

d)Também proíbe o reter deliberadamente objetos perdidos, pagar salários injustos, elevar os preços especulando com a ignorância ou a necessidade alheia, a especulação de terras, a corrupção que “compra” o juízo dos que devem tomar decisões conforme o direito, o trabalho mal realizado, a fraude fiscal, a falsificação de cheques e faturas, os gastos excessivos, os desfalques.

e)O respeito da integridade da criação
Deus não concedeu ao ser humano um domínio absoluto e despótico sobre a natureza, mas sim relativo; quer
dizer, um domínio regulado pelo respeito e cuidado da qualidade de vida do próximo, incluindo as gerações futuras.
No trato com os animais, é legítimo servir-se deles para o alimento e o vestir-se, mas não é conforme à natureza humana fazê-los sofrer inutilmente, sacrificar suas vidas sem necessidade, e inverter neles somas notáveis que poderiam remediar as necessidades de outros seres humanos.

4. Obrigação de se reparar os danos causados
Quando se rouba ou se estraga algo, produzindo um dano importante nos bens dos demais, comete-se um
pecado grave; o pecado é venial se o dano é pequeno. O pecado grave é perdoado na confissão, se, ao arrependimento, junta-se a intenção (ao menos...) de devolver o roubado ou o reparar o dano; caso não exista esta intenção, o pecado não é perdoado. Se já não se tem o que se roubou, é necessário devolvê-lo, tirando-se dos próprios bens, ou comprando-se outra coisa igual ao que se roubou, e entregá-lo. Se não se sabe o que fazer, em outros casos, deve-se perguntar ao confessor.

5.Atitude frente aos bens da terra

a)Respeito a nós mesmos. Sabemos que as coisas da terra estão a nosso serviço e que precisamos delas, mas existem bens muito mais importantes: o amor a Deus e ao próximo demonstrado com obras, que são bens que levam ao céu. A estes bens devemos aspirar, estes são os que devemos adquirir e conservar com esforço.

b)Respeito aos demais. Não se trata só de não roubar; o cristão deve partilhar seus bens com os que tem necessidade, se quer ser fiel ao Evangelho. Entre as diversas formas de viver o mandato de Jesus Cristo, podemos assinalar: ajudar aos demais, especialmente aos mais próximos, como são os pais, irmãos, etc.; trabalhar – ou estudar, se for o caso – porque assim participamos na obra da criação e, unido a Cristo, o trabalho pode ser também ele, redentor; ajudar os pobres e necessitados com esmolas e visitando-os para fazer-lhes passar bons momentos. Também temos a obrigação de ajudar à Igreja em suas necessidades, como ordena o quinto mandamento da Igreja, que cada um há de viver segundo suas possibilidades (por exemplo, sendo generosos na oferta quando vamos à Igreja, no domingo, na co-responsabilidade com o dízimo). Quer dizer, as obras de misericórdia existem para serem praticadas.

6.PROPÓSITOS DE VIDA CRISTÃ:
Viver a generosidade em deixar as coisas próprias aos irmãos, amigos, companheiros, etc.
Nunca roubar nada, ainda que sejam coisas pequenas; e caso tenha-se feito, devolver o quanto antes.
Dar esmolas aos mais necessitados.

8o MANDAMENTO: NÃO DIRÁS FALSO TESTEMUNHO NEM MENTIRÁS”

INTRODUÇÃO:
Conta o Evangelho que, no julgamento de Jesus perante o Sinédrio, os judeus apresentaram testemunhas falsas que acusavam a Jesus de muitas coisas, para que fosse condenado. Perante aqueles falsos e contraditórios testemunhos, Jesus permanecia em silêncio. Só falou quando o Sumo Sacerdote lhe perguntou: “Tu és o Messias, o Filho de Deus?” (Marcos 14,61). E confessou a verdade, ainda que, por dizer a verdade, sofreu tantos ultrajes e a morte.
O oitavo mandamento: “Não dirás falso testemunho nem mentirás” é muito necessário, sobretudo quando as relações entre os seres humanos estão marcadas por tantas mentiras, calunias, difamações e falsos testemunhos. A tudo isso temos de opor o amor à verdade.

IDÉIAS PRINCIPAIS:
1.Jesus ensina a dizer a verdade
Jesus nos ensina com seu exemplo a dizer a verdade, mesmo que isto lhe custasse muitos sofrimentos e a
morte. A verdade, diz Santo Tomás, é algo divino: é preciso respeitá-la e amá-la. Às vezes, dizer a verdade custa e exige esforço; mas é preciso que sejamos valentes para dizê-la sempre e não mentir.
Jesus disse em uma ocasião: “Seja vosso modo de falar: sim, sim, ou não, não. O que passar disso, vem do Maligno” (Mateus 5,37). É um bom lema que nos ajudará a ser sinceros e leais com Deus, com nós mesmos e com os demais.

2.O mal da mentira
Assim como uma pequena chispa de fogo – uma coisa tão insignificante no início – pode destruir um bosque,
assim a mentira pode destruir coisas grandes, como a amizade de um amigo ou a confiança dos pais. Mentindo-se aos amigos ou aos pais, acaba-se perdendo sua amizade e confiança. Depois, ainda que o mentiroso diga a verdade, já não se acreditará nele. Para se viver em sociedade, é indispensável ser sinceros e dizer a verdade. Para isso, temos de nos esforçar na sinceridade para conosco mesmos, sem ocultar-nos a verdade. Ainda que nunca se deva mentir, existem ocasiões nas quais se deve calar, para guardar um segredo, ou para não prejudicar outra pessoa.

3.Motivos pelos quais se mente
Com freqüência, mente-se por medo ou vergonha de ser descobertos; outras vezes, para sair de um apuro ou
por brincadeira. Pode ser pecado mortal mentir em assuntos importantes, ou sabendo que fazemos um dano grave.
Se o bem comum ou particular não exige que calemos, um cristão deve dizer sempre a verdade, inclusive até o martírio, que é o supremo testemunho da verdade da fé.

4.O oitavo mandamento ordena respeitar a honra dos demais
A honra é um bem muito mais importante que os bens materiais. Todos os seres humanos tem direito a sua
fama; por isso, não podemos roubar ou destruir a honra dos demais.

a)Modos de destruir a honra. Destrói a honra dos demais:
a calúnia, que é o exagerar as faltas dos outros, ou dizer que fizeram um mal, sabendo que isto não é verdade.
A maledicência ou difamação, por difundir injustamente os defeitos ocultos do próximo.
O falso testemunho, declarando em juízo, algo que não é verdade, e prejudica o próximo.
O juízo temerário, que consiste em pensar mal dos demais, sem motivo justo.
A violação de um segredo, que manifesta aquilo que se devia calar.

b)Atuação do cristão. O que escuta falar mal dos outros –seja de uma pessoa em particular, ou de uma instituição (família, Igreja, etc_ - está obrigado a não escutar o que se diz e a defender com valentia ou a desculpar, se o que se diz é verdade.

c)Obrigação de restituir a honra. Deus quer que sejamos como que guardiões da boa fama dos demais. O que destrói esta boa fama, peca gravemente, se o defeito que se descobre ou o dano que se produz é grave. Aquele que prejudicou a boa fama do próximo está obrigado a reparar, isso é, a dizer publicamente que aquilo que tinha dito não é verdade, ou que exagerou. É preciso que se faça a devida reparação – como quando se rouba algo material – para que se possa ter perdoado o pecado.

5. Cuidar e defender nossa boa fama
Durante o juízo perante o Sinédrio, um criado deu uma bofetada em Jesus, que respondia a Caifás. E o Senhor
se defendeu, dizendo: “Se falei mal, mostra-me o mal. Mas, se falei bem, por que me bates?” (João 18,23). Jesus dá exemplo de como é necessário defender a boa fama, quando nos atacam injustamente.

6. Podemos ajudar aos demais com a correção fraterna
A caridade nos levará a dizer a verdade com nobreza, a dizer as coisas na frente, nunca nas costas de ninguém.
Dizer as coisas com verdade e caridade é ajudar a nossos irmãos com a correção fraterna. Podemos recordar o que disse Jesus: “A verdade vos fará livres” (João8,32).

7.PROPÓSITOS DE VIDA CRISTÃ:
Não falar mal dos demais, nem permitir que outros o façam; se alguma fez se prejudicou alguém, com palavras, reparar rapidamente o dano causado.
Reconhecer as próprias faltas, sem desculpar-se.


9o MANDAMENTO: NÃO CONSENTIRÁS EM PENSAMENTOS NEM EM DESEJOS IMPUROS”.

INTRODUÇÃO:
Composto de corpo e alma, após a desordem do pecado original, o ser humano deve suportar o peso da carne que reclama com egoísmo o prazer da sexualidade, sem ter em vista a disciplina com que Deus ordenou as coisas do corpo. Assim, a pureza é uma virtude que será conseguida com a graça de Deus e uma particular luta pessoal.
Para ser limpos de coração é necessário rechaçar com firmeza os pensamentos e os desejos impuros, que constituem a raiz interna do pecado contra a castidade, cometendo-se já pecado quando neles se consentem. Vale a pena lutar, porque a pureza é uma das maiores fontes de alegria, de paz e de energia no progresso da pessoa. Como diz Jesus no sermão da montanha, “bem aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus” (Mateus 5,8).
Frente este convite, entendemos que a pureza pode custar, mas sabemos que é um dom magnífico, coroa triunfal que devemos aspirar, vencendo o lodo da impureza – a impureza mancha, suja – que é um engano amargo. É absurdo que nos queiram convencer que o ser humano é uma besta incapaz de dominar seus instintos; o ser humano não é uma besta. E quando Deus impõe o preceito da pureza desde a mesma raiz interior, “não ordena nenhuma coisa impossível, mas, quando o ordena, adverte que faças o que puderes fazer, que peças aquilo que não podes fazer e Ele te ajudará para que o possas”, ensina o Concílio de Trento com a doutrina de Santo Agostinho.

IDÉIAS PRINCIPAIS
1.A CONCUPISCÊNCIA
Ao desobedecer a Deus, Adão e Eva não só pecaram, mas também abriram uma fonte de pecado: a
concupiscência ou inclinação ao pecado que permanece em nós, mesmo depois de batizados; o batismo perdoa o pecado original, mas não elimina a concupiscência.
São João fala de uma tríplice concupiscência: concupiscência da carne, concupiscência dos olhos e soberba de vida (cf. 1 João 2,16), conseqüência do pecado original que contradiz a razão e desordena as faculdades do ser humano. Em si mesma, a concupiscência não é um pecado, mas inclina ao pecado, ainda que não pode danar àquele que não consente, mas procura enfrentá-la com a graça de Cristo. É para isso também que recebemos a graça: para o combate.

2.A purificação do coração
Como a natureza sente o formigamento das paixões, é preciso buscar combatê-lo, indo à raiz do pecado.
E a raiz se encontra no coração; a pureza é para ser vivida no corpo, mas deve-se vivê-la, sobretudo na alma.
Jesus adverte seus discípulos: “De dentro do coração saem as intenções más, assassinatos, adultérios, fornicações” (Mateus 15,19). Por isso, a luta contra a concupiscência passa pela purificação do coração e Deus quer que sejamos limpos e castos por dentro, em primeiro lugar; o nono mandamento proíbe os pecados internos contra a castidade: os pensamentos e desejos impuros.

3.Lutar contra a tentação
As tentações contra a castidade, por si, não são pecado, mas incitação ao pecado; seriam pecado se a
vontade tivesse complacência com elas, mas não o são se a vontade não consente e as rechaçam. Procedem das más inclinações e das sugestões do demônio ou do mundo que nos rodeia. Não deve surpreender-nos, mas – sem obsessões – é necessário rezar para ser fortes e repeli-las com prontidão. Aquele que resiste à tentação, cresce no amor a Deus e se faz forte por dentro, com a força de Deus, que dá sua graça para vencer.
Quando surgem dúvidas a respeito daquilo que é ou não pecado contra a pureza, deve-se perguntar a pessoas competentes: os pais, sacerdote... para formar-se e ter paz. Nestes casos sucede aquilo que acontece com as moscas no verão, quando nos molestam. O fato de procurar pousar em nós, não depende de nós: de nós depende o espantá-las! Se no momento da tentação podemos dizer sinceramente: “Fiz o possível para fugir da tentação” não existe razão para perder a paz e a alegria.

4.O pudor e a modéstia
Sempre se disse que a pureza é defendida pelo pudor, virtude que é a parte essencial da temperança. O
pudor refuta mostrar aquilo que deve permanecer velado, inspira a escolha no modo de vestir, leva à modéstia que regula os gestos e os movimentos corporais, e mantém o silêncio e a reserva onde se adivinha o risco de uma curiosidade má. Existe um pudor dos sentimentos como também um pudor do corpo. O pudor custodia a intimidade da pessoa e faz viver uma grande delicadeza.

5.Campanha pela pureza
A pureza cristã exige o saneamento do clima atual da sociedade, e o cristão tem que lutar contra a
permissividade de costumes, que é fruto de uma concepção errônea da liberdade. Ainda que seja livre, o ser humano não pode deixar-se arrastar pelo erotismo que impregna tantos espetáculos indecorosos de televisão, cinema, teatro, etc.., porque atenta contra a dignidade humana. Poderia-se usar as palavras de um sábio: “Todas as vezes que estive com os homens, voltei menos homem”. Com maior razão o cristão deve trabalhar para que os espetáculos sejam limpos e não ofendam a Deus, como ocorre sempre que encerram uma cultura autêntica.
O esforço em favor da castidade ou pureza, que Deus protege com o 6o e o 9o mandamentos, significa contribuir a que os seres humanos sejam mais capazes de si mesmos, e ajuda a purificar e elevar os costumes dos povos. Se não se vive a pureza, as pessoas e os povos se embrutecem, vivendo como animais.

6.Meios para se poder viver e crescer na pureza
Pode-se alcançar viver e melhorar a pureza interior mediante a oração – a pureza sempre deve ser pedida
- com a pureza de intenções, que busca cumprir em tudo a vontade de Deus; e cuidando da imaginação e dos olhos – junto com os demais sentidos – para se poder rechaçar qualquer complacência com os pensamentos impuros.

7.PROPÓSITOS DE VIDA CRISTÃ:
Rechaçar imediatamente os maus pensamentos, colocando os meios naturais e sobrenaturais adequados.
Pensar o que é possível fazer na própria família e no ambiente que nos rodeia para criar um clima favorável à pureza.
Viver o pudor e a modéstia.


10o MANDAMENTO: NÃO COBIÇARÁS OS BENS ALHEIOS”.

INTRODUÇÃO:
O estado de inocência no qual foi criado o ser humano supunha a mente submetida a Deus, as potencias inferiores à razão e o corpo à alma. O pecado transtornou essa harmonia privilegiada e se desataram as paixões, produzindo um conflito interior de desordem e tensão; também no uso dos bens materiais que o ser humano necessita para subsistir e desenvolver sua vida na terra. E com freqüência o ser humano perde a consciência de sua dignidade; o que deveria ser equilíbrio se converte em desvirtuamento. Esquece que ele vale mais do que as coisas, e se apega às coisas – não se contenta com o necessário e o suficiente – , dando lugar à cobiça, que degrada a pessoa humana.
A avareza se explica no pagão, que não tem outra esperança que a dos bens caducos; mas não tem sentido no cristão, que voa com sua esperança teologal para mais adiante do tempo e das coisas efêmeras deste mundo. A meta do cristão é Deus e a glória do céu; não se contenta com menos! Como a avareza se traduz tantas vezes no roubo e na usurpação dos bens do próximo, este preceito do Decálogo trata de ordenar a raiz interior destes pecados e proíbe cobiçar os bens alheios.

IDÉIAS PRINCIPAIS:
1.A avareza, raiz de todos os males
Para contrastar a avareza dos que amam este mundo, escreve São Paulo: “Nada trazemos ao mundo e nada
poderemos levar dele. Tendo com o que nos alimentar e com o que nos cobrir, estamos com isso contentes. Os que querem enriquecer-se caem em tentações, em laços e em muitas cobiças loucas ou perniciosas, que levam os homens à perdição e à ruína, porque a raiz e todos os males é a avareza, e muitos, por deixar-se levar por ela, se extraviam da fé e a si mesmos se atormentam com muitas dores” (1 Timoteo 6,7-10).
A lição de sensatez do Apóstolo não significa que não se deva desenvolver com a inteligência e o trabalho as possibilidades econômicas que ajudam a exercer a liberdade e a promover a família – e também a promover o bem estar dos demais suscitando empreendimentos, riqueza e trabalho, em benefício dos concidadãos – ; significa só que o ser humano não pode escravizar-se submetendo-se a bens efêmeros, porque ele é mais e vale mais. E, logicamente, a cobiça e a inveja dos bens alheios, que conduz à apropriação ilegítima do que não é seu, deve ser combatida e dominada.

2.Conformidade com o que Deus nos envia
O coração se identifica com aquilo que ama, e, se ama sem medida os bens materiais, se faz matéria – coisa – ,
reduzindo suas aspirações ao pouco bem estar material de alguns anos, não isentos de inquietações frente os riscos. Ao contrário, a conformidade com os bens e as riquezas que Deus dá – e com os que honradamente podem ser adquiridos – faz feliz; a cobiça e a inveja daquilo que não se possui é o que não faz ninguém ser feliz. E se o desejo de se ter bens e lutar por consegui-los com meios lícitos e finalidade honesta, é bom e agrada a Deus, o desejo desordenado ou a cobiça lhe ofende, da mesma forma que degrada o ser humano.

3.O que proíbe o décimo mandamento
O décimo mandamento proíbe a avareza ou o desejo desordenado de riquezas, e também o desejo de cometer
uma injustiça que provocaria dano ao próximo em seus bens materiais.
Proíbe também a inveja ou tristeza que produz ver o bem do próximo, com o desejo desordenado de possuí-lo e dele se apropriar, ainda que de forma indevida. Desta inveja – que soe proceder do orgulho – nascem o ódio, a maledicência e a calúnia. É necessário combater um pecado capital do qual nascem tantos males, e se consegue isto com a benevolência, a humildade e o abandono na providência de Deus.

4.O desprendimento dos bens da terra
Quando o ser humano tem inteira a sua conduta moral, quer dizer, quando impera a lei de Deus no coração,
sobressai o desprendimento dos bens criados, porque o amor de Deus domina todo o ser. Percebe-se com força o que o Evangelho diz: “Bem aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mateus 5,3). Por isso, o cristão deve orientar seus desejos na linha da esperança cristã, para que o uso das coisas deste mundo e o apego às riquezas não impeça – contra o espírito da pobreza do Evangelho – buscar um amor perfeito.

5.A luta contra o apego aos bens terrenos
O Evangelho exorta à vigilância, e este campo requer uma particular atenção, porque o apego aos bens tira a
Deus do lugar que deve ocupar em nossa vida, desorientando-a .O remédio está em fomentar o desejo da felicidade verdadeira, que se alcança – aqui – vivendo na graça de Deus; e depois – na plenitude – no céu, vendo a Deus e gozando de Deus.
A esperança de que veremos a Deus supera toda a felicidade. E para contemplar e possuir a Deus, é preciso mortificar a concupiscência com a ajuda da graça de Deus, vencendo a sedução do prazer e do poder.

6.É preciso amar e cumprir TODOS os dez mandamentos
O décimo mandamento desdobra e completa o nono. Ao proibir a cobiça dos bens alheios, ataca a raiz do roubo,
da rapina e da fraude, proibidos no sétimo mandamento. Se não se domina a concupiscência dos olhos, chega-se à violência e à injustiça, proibidos no quinto preceito. A cobiça tem sua origem, assim como a fornicação, na idolatria, condenada nos três primeiros mandamentos da Lei. O décimo mandamento refere-se às intenções do coração; resume, como o nono, os dez mandamentos da lei de Deus.
Ao terminar este estudo dos mandamentos se adverte que, efetivamente, são um presente de Deus ao ser humano. Jesus Cristo ensinou-nos a cumpri-los e proclamou as bem aventuranças para nos ensinar o espírito que devemos ter para cumpri-los. Os mandamentos assinalam o caminho do céu de forma clara e objetiva. Mostram como amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, por amor a Deus.

7.Propósitos
Viver desprendidos do que temos e usamos.
Examinar sinceramente a consciência para evitar que nos domine a inveja do bem alheio; saber alegrar-se com os êxitos dos demais.

 


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