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Foi formado em nossa Paróquia São José
o Conselho de músicos. Colocamos aqui alguns pontos
para estudo para todos os músicos de nossas comunidades.
A música é um grande
ministério capaz de realizar a união entre
o sonho e a realidade, a razão e a emoção.
É capaz de tocar as áreas mais profundas do
coração do homem, enfim, ela é certamente,
obra
das mãos de alguém cheio de amor que pensa
nos mínimos detalhes acerca dos alvos do seu amor,
o homem.
O ministério de música tem a responsabilidade
de resgatar a música de todas as distorções
e do mau uso que fazem dela. O papel do ministro de música
é de levar as pessoas a abrirem o coração
ao louvor e a oração por meio da melodia e
dos cânticos. Ministrar música é, sobretudo,
ministrar o louvor ao Senhor. E como este é um ministério
de louvor, os seus membros precisam ser cheios da unção
de Deus, carregados da mensagem de amor que Deus tem para
o homem, da mensagem do Pai para os seus filhos. Além
disso, o ministro de música precisam também
levar as pessoas a descobrirem o que há no mais recôndito
dos seus corações, e fazê-los transbordar
com seus corpos e suas vozes, um agradável louvor
ao Senhor e uma explosão de verdadeiro e fraterno
amor para com os irmãos. É preciso utilizar
todos os recursos que a música possui para alegrar
o coração de Deus e dos homens. Quando bem
trabalhada e usada em todas as suas potencialidades, a música
transforma o coração do homem, por isso é
papel do ministro de música, descobrir uma forma
de extrair dela o máximo de sua beleza e riqueza,
a fim de encontrar e converter aqueles que, até então,
só tinham ouvido algo vazio, sem mensagem de vida
eterna.
A música, dentro da nova evangelização,
é um meio eficaz para levar o amor de Deus aos corações
sofridos, desanimados, cansados, perdidos e resgatá-los
para Ele. O ministro de música tem como missão
primordial evangelizar e a sua postura a de alguém
que está continuamente em sintonia com o criador,
pra que a música ministrada por ele, quer seja por
meio da sua voz ou pela execução de seu instrumento,
cumpra o objetivo de alegrar, de enternecer, de Fazer voltar
o coração do homem para Deus, para as coisas
verdadeiras. Precisa ser plenamente consciente de que é
apenas um pequeno instrumento nas mãos de Deus, de
que é um servo de Deus, de que tem um chamado de
Deus, de que possui um dom dado por Deus e de que este dom
não é seu e sim Daquele que por misericórdia
lho deu. E o deu para que o servisse, para que levasse o
seu amor aos homens, para que levasse a verdade aos homens
e a verdade os liberte. Os homens têm sede de Deus
e estão cansados de ouvir música que não
acrescentam em nada a eles, pelo contrário, tiram
deles, tiram a sua dignidade, a sua pureza, a sua castidade,
a vivência do amor verdadeiro, o respeito devido ao
outro, que tiram deles a consciência necessária
para ser feliz e fazer os outros felizes. Os homens não
necessitam de mais uma música bela, mas de músicas
cheias da unção de Deus, cheias de testemunho
vivo do amor de Deus pelo seu povo. Músicas que façam
a diferença, que os ajudem a buscar uma vida nova,
que sejam profecias de Deus, que os curem, que os libertem
de todo mal, que os ajudem a buscar a verdade pessoal e
não a mentira, a fantasia, a ilusão, que os
aprisionam e denigrem a sua verdadeira imagem que é
a de Jesus Cristo, que sejam capazes de elevar os frascos,
de aliviar a dor que muitos carregam em seus corações.
O ministro de música deve ser alguém que carregue
em si uma forte experiência com o Senhor, porque
possui a grande responsabilidade de ser canal para que a
graça de Deus seja derramada em profusão na
vida de seus filhos, ser canal da água viva que regará
a vida de seus filhos, que dará vida verdadeira e
em abundância à vida medíocre, mundana,
sofrida de seus filhos.
O ministro de música precisa colocar totalmente à
disposição de Deus este dom, precisa colocar
nas mãos de Deus a sua voz, o seu instrumento, os
seus acordes, porque não é chamado a utilizar
a música como passatempo, para fazer um "show", para
aparecer ou ser elogiado, mas para cumprir a vontade de
Deus, para servir a Deus, para que Deus seja glorificado
e amado, para ajudar a colocar o coração dos
homens em sintonia com o de Deus. Quem deve aparecer é
Deus e a sua verdade. A sua música deve ser ou deseja
que seja uma profecia da própria vida, deve haver
uma unidade entre aquilo que ele canta e aquilo que ele
vive ou deseja viver. Somente assim será terra boa
onde o Espírito Santo poderá produzir os seus
frutos.
Existe um aspecto muito importante que não pode ser
esquecido pelo ministro de música, que é a
maneira como deve apresentar-se. Suas roupas devem ser sóbrias.
Roupas coloridas demais, saias curtas, blusas e calças
justas não são devidas. Também deve
ter cuidado com a forma que canta e dança, para não
expressar sensualidade e descaso.
Além de todos estes aspectos existe um que é
o mais importante de todos: estar aos pés do Mestre.
O ministro de música precisa ser uma pessoa de oração,
de adoração, de estudo bíblico, de
busca freqüente aos sacramentos da eucaristia e reconciliação,
ter amor e devoção a Maria, fazer parte de
um grupo de oração ou comunidade.
Peçamos ao Senhor a graça de ser como Davi,
cheio da sua unção, capaz de expulsar todo
o mal e acalmar os corações aflitos através
do ministério de música. Bendito seja Deus
para sempre!
Perfil do Ministro de Música. "... tenha
visto um filho de Jessé, o belemita, que sabe tocar
e é um valente guerreiro, fala bem, e é de bela
aparência e Iahweh está com ele". (I Sm 16, 18)
O ministro de música, antes de tudo, deve ser um homem
de Deus. Deve ter uma vida reconciliada com Deus e os homens
em vista da missão dada por Ele mesmo: evangelizar
com a arte musical. Deve ser como Davi, que além de
tocar era um valente guerreiro que falava bem e de boa aparência,
no entanto o mais importante era que o SENHOR estava com ele:
ele era um homem de Deus.
quando se fala de perfil do ministro, está se falando
do pensamento do ideal para o serviço, que se constrói
na vida cotidiana. Assim, enumeramos o que vem a ser luz e
motivação diante do que Deus quer realizar:
1- Silêncio
"... um tempo para falar
e um tempo para calar". (Eclo 3,7)
O ministro de música precisa valorizar devidamente
o silêncio dentro do seu ministério, sabendo
discernir quando e como fazê-lo, este momento não
deve ser infecundo, mas fecundo, pois é exatamente
neste silêncio que Deus o visita e irriga a semente
que Ele plantou; a postura adequada é de escuta e acolhimento
ao que Ele plantou, a postura adequada é de escuta
e acolhimento ao que Ele tem para dar.
É importante o silêncio no ministério,
mas também é importante o silêncio do
ministro de música, é sobretudo o próprio
ministro que deve saber o tempo de calar e o tempo de ação,
canto, evangelização.
Muitas experiências com Deus se dão no silêncio
que se faz em Sua Presença e Majestade, vemos então
a importância do silêncio, pois se há experiência
há testemunho, e qual seria o sentido de ministrar
música se não sou testemunha? Se no meu canto
não há verdadeira evangelização?
Tudo parte do meu silêncio orante diante de Deus e então
começa a verdadeira missão, fundamentada na
Vontade de Deus.
2- Obediência
"Eu sou a serva do Senhor:
faça-se em mim segundo a tua palavra".(Lc 1,38)
Os que por Deus são chamados a serem ministros de música
recebem com este chamado graças que o
capacitam a corresponder esse chamado, dentre elas a obediência.
O que é a obediência do ministro de música
senão fazer a vontade de Deus? Um músico eleito
não faz mais a sua vontade, mas a de Deus, a não
ser que sua vontade coincida com a de Deus... Mas sabemos
que nem sempre é assim, então Deus nos concede
a graça para que se possa ser fiel a Ele.
Na verdade não existe ministro de música não
obediente, pois ser ministro de música não é
uma escolha do músico, mas de Deus, e se o músico
diz Sim ele correspondeu ao chamado Divino, em outras palavras:
obedeceu.
A primeira pessoa a quem o ministro de música deve
obediência é a Deus. As pessoas que devemos obedecer
são na verdade, Mediadores da autoridade concedida
por Deus. Devemos obediência as nossas autoridades,
não por elas mesmas, mas porque a elas foi dada a missão
de representarem a Deus.
O músico deve ser atento a sua vivência da obediência,
pois Deus lhe chama constantemente a obediência para
ser feliz, na oração pessoal, na leitura de
Sua Palavra, na eucaristia ou através da mediação
das autoridades constituídas por Ele, de uma maneira
muito especial, as autoridades eclesiásticas, mas também
o coordenador do ministério, por exemplo.
A obediência é uma grande fonte de bênçãos,
eficaz instrumento que o Senhor utiliza para purificar a nossa
vontade nos tornando livres para seguir Jesus Cristo. (cf.
ECCSh 131).
a eficácia de uma evangelização depende
totalmente da obediência, sem a obediência tocar
ou cantar será em vão, de nada valerá...,
pelo menos para nós, embora parcialmente edifique os
outros.
3- Profissionalização
Além de uma necessidade e de ser vontade de Deus,
a profissionalização é uma fonte de eficiência
diante do empenho que é exigido no serviço,
não deixando, de exigir um empenho próprio para
conquistá-la, com entusiasmo e perseverança.
É muito importante ressaltar que ela está abaixo
do amor a Deus, não pode ser prioridade quando não
há vida concreta de oração, pois será
um simples sinal deste amor.
Na velha batalha entre a vida espiritual do ministro e o seu
desejo de progresso, no tocar ou no canto, que só será
verdadeiro se for fruto do progresso interior, pode-se dizer
que profissionalizar-se é viver um dos aspectos necessários
no cumprimento da missão própria do ministro
de música, afinal Deus fará na humanidade do
servo a aptidão natural aperfeiçoada pelo conhecimento,
estudo técnico, cuidados básicos com os devidos
instrumentos utilizados, desde a bateria até as cordas
vocais.
Haja, contudo, um cuidado quando se busca a técnica,
com a influência de instrutores(as) de música
que tenham, além de uma visão, uma vida ou ideologia
não evangélica, especialmente na área
específica da qual estamos tratando. Isto para que
não haja quebra de uma reta intenção
do coração, muito menos a direção
que deve tomar o ministro no seu serviço. Se a técnica
é instrumento de desvio, melhor seria operar a graça
na "fraqueza" do servo. Ser um profissional no Reino pede
uma maturidade e uma abertura para que Deus continue sendo
o centro das opções e da vida do músico.
4- Humildade
O humilde, pousa os olhos no Senhor: "Tu sois Santo, Tu sois
Altíssimo." Sabe que por si só nada tem
e nada é; reconhece imediatamente o bem que em si existe
e as qualidades que possui, mas tem sempre em mente a expressão:
Que tens tu que não tenhas recebido? E, se o recebeste,
por que te glorias como se não o tivesses recebido?
(I Cor 4,7); humilha-se no reconhecimento do seu próprio
nada e da sua absoluta dependência de Deus, e mantém-se
no lugar que lhe compete.
O humilde vê com clareza que tudo recebeu de fora, tanto
na ordem da natureza: vida, corpo, inteligência, talento,
saúde e força, olhos, membros, etc; como na
ordem da graça. "Deus produz em nós o querer
e o agir"(Fil 2,13), "não que por nós mesmos
sejamos capazes de pensar coisa alguma, porque a nossa suficiência
vem de Deus"(II Cor 3,5); nenhum pensamento, nenhuma decisão
salutar, grata a Deus, nenhuma obra boa, nem mesmo a mais
íntima, nenhuma oração. Nenhum ato de
fé ou de caridade provêm do servo nem pode-se
tomar completamente para si. Mesmo a cooperação
com a graça, o fato de não se abusar dela e
de se lhe corresponder inteiramente, é fruto da ação
de Deus na vida do ministro. Quão exatas são
as palavras do Apóstolo: "Que tens tu que não
tenhas recebido?" Nada, absolutamente nada !
Ele sabe, todavia, que há algo exclusivamente do homem:
o pecado. O humilde sabe muito bem que, abandonado a si mesmo,
só disso é capaz: de pecar. Se não caiu
ainda nestes ou naqueles pecados, não o deve a si mesmo,
mas unicamente a Deus que, na sua infinita misericórdia,
o preservou: isolado não teria podido defender-se.
Como o publicano do Evangelho, reconhece-se pecador, e indigno
de levantar os olhos ao céu, indigno da estima e do
afeto dos homens; merecedor de ser tratado apenas como é:
um pecador.
É dizer como São Francisco: "Quem és
Tu, quem sou eu". É olhar para si com os olhos de Deus
para conhecer-se, acolher-se e amar-se com o Seu amor. Como
transbordamento de uma conversão que se dá constantemente
a partir deste conhecimento saberá o ministro ser,
na sua missão, o que Deus quer, o que Ele pensa, o
que Ele espera.
5- Serviço:
Aquele que serve "deve 'fazer-se tudo para todos'(I Cor
9,22) a fim de conquistar todos para Jesus
Cristo... Particularmente, não imagine ele que lhe
é confiado um único tipo de almas..." (CIC 24)
Uma forte característica do bom ministro de música
é o serviço: lavar os pés dos outros
com água nova, amar a todos, dar-se sem medir, fazer
a vontade de Deus... sempre no louvor, fazendo uso de uma
linguagem atualizada e própria para cada instante.
Aqui se pode destacar tanto a renovação do repertórios
utilizados nas diversas assembléias (congressos, cursos,
missas...), como o uso dos carismas em benefício do
povo ao qual se serve.
É importante, neste aspecto do serviço, refletir
que:
SER DA LINHA DE FRENTE é servir primeiro, buscando
imitar mais de perto o Senhor, sofrendo as primeiras conseqüências,
chegando antes e saindo depois.
ESTAR NA OFENSIVA E NA DEFENSIVA é servir na batalha
espiritual, ao Senhor e ao seu povo. Dispor tudo para Deus
indo contra a ação silenciosa, sutil ou mesmo
nítida do inimigo, intercedendo para que se abra o
céu num derramamento de graça. Estar atento
ao que possa romper com a ação de Deus e pela
graça, pela unção, defender a assembléia,
"o coração do homem", contra os ardis do demônio,
ou mesmo, contra as próprias tendências da carne.
O ministro de música está:
- A serviço da Trindade: Servir ao Pai, por Cristo,
no Espírito, fazendo, por sua vez, a vontade de Deus
- como Jesus, pobre, obediente e casto - na unção
do Espírito, precisando ir onde Deus mandar, esperando,
vivendo e crendo n'Ele. Por amor...
- A serviço do povo de Deus: Ë para o povo que
existe o ministério de música. Este é
auxílio, porte da graça. Deus realiza por meio
de homens para alcançar outros homens. Não é
fazer o que o povo quer e sim saber o que Deus quer fazer
em favor do povo. Servir bem é, portanto, dar somente
o que vem de Deus para saciar a fome e a sede do povo.
- A serviço da Igreja: Ministramos o que cremos e não
a nós mesmo, e não a cultura, o conhecimento
por ele mesmo, a lógica. Ministramos a verdade conhecida
e experimentada, a graça recebida e transbordada, a
fé acolhida e vivenciada. É indispensável
a coerência entre a vida do servo e a fé professada
pela Igreja, afinal, como Igreja as partes formam um todo
que necessita estar em unidade e esta unidade exige conhecimento,
busca da verdade, renúncia das próprias mentalidades
geralmente formadas pelos ditames do mundo.
6- Disponibilidade
Numa visão generalizada
aquele que deseja cuidar com fidelidade da missão à
qual o Senhor lhe convidou
a servir, necessita estar disposto a dar-se sem medidas. "Amar
é dar-se até doer". (Madre Teresa de Calcutá).
O ministro de música é igualmente chamado a
sair de si, a servir. Não é um ministério
para os que se servem, nem tão pouco para os que preferem
servidos, mas para os que preferem oferecer gratuitamente
o que recebem de Deus e o fazem por gratidão ao próprio
Deus. O desejo do sacrifício deve, assim, ser como
um motor que leve o eleito a sempre ir além, a dispor
não somente as suas possibilidades e potências
ao Senhor e aos irmãos, mas ao sacrifício cotidiano
do que é lícito para unir, como a viúva
no templo, o que de nós é mais precioso em favor
da edificação do Reino.
Existem, contudo, algumas formas de servir-se no ministério:
não participar de ensaios; não comparecer às
formações; cantar ou tocar apenas o que se gosta
ou quando se está bem, ou ao menos considera estar
bem. Quem está neste rol precisa buscar a sua verdade
pelo fato de ainda não ter entendido que ministério
é serviço a Deus e ao outro.
7- Maturidade humana
Ao falarmos sobre o tema maturidade humana imediatamente
imaginamos que seja o momento da vida do homem no qual alcançou
o discernimento pleno para dirigir sua vida e realizar grandes
coisas sozinho, no entanto, na vida cristã, o homem
atinge a maturidade no momento em que conhece a sua verdade,
sua pequenez, sua fraqueza, lança-se inteiramente nas
mãos de Deus e colabora com a sua ação.
Exatamente porque reconhece a sua fragilidade, sua pequenez,
sabe que não pode dirigir sua vida sozinho, necessita
da ação do Espírito Santo sobre a sua
natureza humana, porque só o Espírito desenvolve
perfeitamente as suas capacidades humanas, intelectuais, espirituais,
suas aptidões, até que alcance a idade madura.
Uma boa maneira de perceber como se caminha para a maturidade
é poder responder, na verdade a algumas indagações
como:
- Tenho compreendido que necessito me relacionar intimamente
com o Espírito Santo? Sou um daqueles que agem como
se o Espírito Santo não existisse? Tendo o Espírito
Santo em mim, posso continuar com uma vida medíocre?
- Sou bastante dócil ao Espírito Santo, bastante
disponível para seguir seus conselhos ditos em segredo
ao meu coração, seus misteriosos convites? Sou
capaz de responder a seus apelos pelo verdadeiro progresso
que é o interior?
- Tenho agilidade diante dos impulsos do Espírito Santo?
Deixo o Espírito Santo inteiramente livre para dirigir
a minha vida de acordo com a sua vontade?
- Tenho colaborado com todas as minhas forças com a
ação do Espirito Santo para que todas as minhas
aptidões, talentos sejam plenamente desenvolvidos?
Deus me deu muitos talentos a nível espiritual, humano,
intelectual e eu tenho colaborado para que estes talentos
se multipliquem?
- Nas minhas tribulações, nas minhas dúvidas,
tenho sabido invocar o Consolador? Sou eu um obstáculo
à ação do Espírito Santo em minha
própria alma?
- É mais um dos caminhos que o ministro necessita,
com diligência, trilhar para servir conformado ao Evangelho.
Como ensina a Santa Madre Teresa de Jesus de Ávila:
"Quanto mais humano, mais santo".
8- Unidade
Para que a música
seja ministrada com poder, na ação do Espírito,
é preciso que haja harmonia de relacionamento
entre aquele que ministra a música e aqueles que irão
fazer uso da Palavra; entre quem anima e quem conduz a oração;
entre vocal e instrumental; entre vocais; entre instrumentistas;
entre ministério e assembléia. Enfim, a unidade,
que será fruto de uma graça de oração
e docilidade à ação do Espírito,
é essencial para que todos bebam de todo bem, graça
e unção que Deus deseja derramar.
Por exemplo, após uma pregação a música
a ser ministrada deve ser uma continuidade de tudo o que foi
pregado, desta maneira, não haverá quebra no
que estava sendo conduzido. Para haver esta harmonia entre
a pregação e a música, o ministro deve
estar atento o tempo todo ao que está acontecendo,
ao que está sendo falado.
Em outros casos, como a Celebração Eucarística,
é preciso haver coerência entre o tom da liturgia,
conforme o tempo onde se está celebrando, e o serviço
na música. Na quaresma não se canta o glória
nem aleluia, caso o ministro não seja bem formado e
faça uso de um desses cantos, estará indo de
encontro com o que pede a liturgia, e isto é uma forma
de se quebrar a unidade.
Existem muitas formas de construir ou de quebrar a unidade,
cabe a cada ministro o zelo pelo conhecimento pessoal das
mentalidades que se traz quanto ao "ser" e o "fazer" o melhor,
como no que diz respeito ao conhecimento intelectual de liturgia,
oração de grupo, animação, da
mesma forma, que o conhecimento da vontade de Deus para cada
instante em que se serve. Sem docilidade e disponibilidade
a Deus e aos irmãos não se constrói a
unidade.
9- Postura
Para ministrar com poder também é preciso
um cuidado com a aparência, pois o músico deve
sempre
ter a postura de servo, para Jesus aparecer no seu lugar.
Outrossim, como o músico é templo do Espírito
Santo (I Cor 3, 6), deve cuidar do templo que é ele
mesmo e vestir-se com sobriedade, usando roupas que não
provoquem sensualismo. Não vista-se com exuberância,
mas com simplicidade. Para facilitar, é bom até
que se tenha um uniforme, algo simples, para ser usado nas
apresentações, eventos ou missas e dar um toque
especial na unidade.
A postura do músico não deve ser a de aparecer
com seu instrumento ou sua voz, mas de deixar Cristo aparecer
em si mesmo. É importante que o músico cante
com o corpo todo, mas que não faça gestos exagerados
nem escandalosos.
O músico não precisa focar escondido atrás
das caixas ou do seu instrumento. Há pessoas que se
escondem atrás de uma guitarra, ou de um teclado, para
não deixar que Jesus o cure e o toque!
Outra dica importante é evitar conversas paralelas
que não estão no contexto do evento e que não
hajam certos tipos de brincadeiras, durante a atuação
do ministério, ou melhor, a sobriedade caminhe ao lado
de todo aquele que se dispõe ao serviço.
10- Alegria
São Tiago nos diz: "Está alguém alegre?
Cante salmos" (Tg 5, 13).
A alegria é a expressão maior de quem tem Deus
no coração. Dizia Santo Agostinho: "Um Santo
triste é um triste santo!". O coração
e o rosto do músico devem transbordar de alegria, pois
não convence ninguém um cantor que ministra
sem a graça do louvor e da alegria.
"Alegre-se o coração dos que buscam o Senhor"
(Sl 105, 3).
Fonte: Formação Comunidade Shalom.
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