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Colunista >>Hunaldo
Paróquia São José é Igreja Missionária
Estamos em missão na Paróquia São José. O mais certo seria dizer: somos missionários na Paróquia São José. “As Paróquias são células vivas da Igreja...são chamadas a serem casas e escolas de comunhão”(DA 170). A missão não acaba, é sempre tempo de missão. Quando me veio a idéia de convidar os padres redentoristas para este momento de missão, em nossa Paróquia, tinha em mente o projeto proposto pela conferência dos bispos da América Latina, realizado em Aparecida, Missão Continental. Um tema bonito, tão discutido, mas que não pode ficar só ai. A base são as nossas comunidades, onde estão os discípulos querendo a formação para a realização da missão.

A missão continental tem o objetivo de levar a consciência de que a dimensão missionária é essência da Igreja de Cristo e, sendo assim, identidade mesma da Igreja e do discípulo do Senhor. A partir do anúncio (kerigma), a missão continental procura levar o discípulo ao encontro com o Cristo vivo e o sentido de pertença eclesial. Que os batizados passem de evangelizados para evangelizadores comprometidos com a transformação da realidade através da Boa Nova.

Jesus, no Evangelho, convoca seus discípulos, já evangelizados, para “fazer discípulos todos os povos, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei”(MT 28, 19-20). A experiência missionária que queremos para a nossa Paróquia deve nos abrir para um novo horizonte, que nos amadureça como cristãos, para que sejamos melhores para os outros e possamos oferecer a Palavra de Deus que vem das nossas vidas.

As etapas que estão sendo desenvolvidas, em nossa Paróquia, na realização das missões visam este amadurecimento. No primeiro momento procura-se a organização dos setores missionários e de uma busca de sensibilização dos agentes de pastoral e dos evangelizadores, e de fazê-los compreender que são destinatários e sujeitos da missão. A proposta da organização dos setores missionários é a missão contínua, isto é, ela não pode acabar.

Na verdade durante todas as fazes da missão o que se quer é que façamos a experiência que fizeram os discípulos de Jesus. Houve um itinerário provocado pelo Senhor que conduziu os discípulos a uma fé viva. Claro que em primeiro lugar é o encontro com o Cristo Vivo: “Vinde e vede!” (Jo 1, 35-42). Deste encontro vem a conversão, isto é uma mudança radical de mentalidade (metanoia). Esta conversão vai se repetindo ao longo da vida. Logo depois o discípulo passa a imitar e seguir o Cristo – isto é o discipulado. O discípulo de Jesus procura reproduzir na sua vida as opções do Mestre, que tinham como fundamento da vontade do Pai. Depois vem a comunhão.

Ninguém vive sozinho, a fé é vivida, partilhada em comunidade. Por fim vem a necessidade da missão – não há possibilidade de ser missionário sem antes passar por estas etapas, se for assim não conseguiremos nada nem para gente nem para os outros, pois não teremos o essencial que é a experiência com o Mestre, na Palavra e na oração. O missionário deverá sempre reviver no seu coração o encontro com Cristo vivo.

Com as missões realizadas em nossa Paróquia é preciso que todos se comprometam. Sim caro leitor, a palavra é compromisso. “Ai de mim se eu não evangelizar”(1Cor 9,16). É preciso que assumamos, em nossa Paróquia, esta tarefa de evangelização. Que todos nós nos empenhemos para que nossa Paróquia esteja em estado permanente de missão. “A Igreja necessita de forte comoção que a impeça de se instalar na comodidade” (DA 362). Diz ainda o Documento de Aparecida que “a conversão pastoral das nossas comunidades exigem que se vá além de uma pastoral de mera conservação para uma pastoral decididamente missionária” (DA 370).

Este aspecto é muito importante! O que não faltam são livros, planos, documentos...resta-nos colocá-los em prática, trabalhamos para que o povo se inteire e receba a devida formação. Não corramos o perigo de fazer missão de qualquer jeito, caindo numa missão vaga, genérica, dispersiva, sem objetivos claros e verdadeiros. Assim sendo é bom que nos perguntemos: por qual motivo estamos em missão e devemos permanecer sempre nela? Quais os conteúdos?

Lembremos: ser missionários nos dias de hoje significa trabalhar pela justiça social, pela dignidade humana, globalizando a solidariedade e promovendo uma valiosa ação renovadora em nossa paróquia São José. Você está disposto (a)?! Cristo conta com você?

Pe. José Hunaldo Feitosa
MSN: jhfeitosa@msn.com

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