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APOSTOLADO DA ORAÇÃO

 

 

 




Perfil:

O Apostolado da Oração constitui uma associação de fiéis que, pelo oferecimento diário de si mesmos, unidos ao sacrifício eucarístico e pela união vital com Cristo, colaboram na salvação do mundo.

Cada membro há -e ser salvador com Cristo Redentor.

Conseguem esse objetivo por meio do seguinte programa:

* Participação vital no Mistério Eucarístico.

* Culto ou espiritualidade do Coração de Cristo.

* Amor e devoção a Nossa Senhora, Mãe da Igreja.

* Preocupação de sentir com a Igreja.

* Assídua oração apostólica.

O Apostolado da Oração foi fundado em 3 de Dezembro de 1844 em Vals (França) pelo P. Francisco Xavier Gautrelet. S.J.

Desde a primeira aprovação dos seus primeiros Estatutos por Pio IX, até João Paulo II, tem sido recomendado por todos os Papas.

Entrou em Portugal em 1864.

Depressa se estendeu a todo o país, e está estabelecido em quase todas as paróquias, com cerca de um milhão de associados e uns 40 milhões em todo o mundo.

No Brasil, o primeiro centro do A.O. foi fundado no dia 30/06/1867, em Recife(PE), na Igreja de Santa Cruz, oficiada então pelos padres jesuítas.

O P. Bento Schembri, S.J. foi o seu fundador e primeiro diretor. No entanto foi apenas um centro local e isolado sem expressão nacional.

Mas depois na cidade de Itu.SP, o P. Bartolomeu Taddei, S.J. fundou então o primeiro Centro do AO  em 01/10/1871, que havia de se expandir ao nível nacional, ficando ele considerado o fundador e o  mais eminente propagador do AO no Brasil

Além dos simples associados, há também os membros ativos ou zeladores que unindo a oração e a ação se responsabilizam por um grupo de associados e exercem o apostolado mais conveniente à paróquia, sob a orientação do Diretor local, que habitualmente é o Pároco.

Sendo essencialmente diocesano, compete ao Diretor Diocesano, nomeado pelo Ordinário, erigir centros, nomear os Diretores locais, promover e desenvolver o A.O. na Diocese.

O Secretário Nacional impulsiona o A.O. no país, publica as revistas do movimento e fornece todo o material necessário.

Normalmente há sempre uma Intenção para cada mês, pela qual os membros do Apostolado da Oração oram e se sacrificam em reparação ao Sagrado Coração de Jesus.

Publicações Periódicas:

Mensageiro do Coração de Jesus (9.500); Oração e Vida (270.000 exemplares); Cruzada Eucarística (130.000); Clarim (45.000); Vida em Testemunho (5.000).

Todas estas publicações são mensais.


         CRUZADA EUCARÍSTICA DAS CRIANÇAS (CHAMA-SE, NO BRASIL, O MEJ)

Nasceu do apelo dirigido às crianças pelo papa Bento XV (1914-1922), no último Domingo de Julho de 1916, pela Paz e restauração cristã das Nações.

Por isso a este papa se atribui a fundação da Cruzada Eucarística das Crianças.

O Primeiro Centro Português foi fundado cinco anos mais tarde, em 1921.

Atualmente conta com mais de 50.000 crianças, em todas as Dioceses.

A Cruzada Eucarística das Crianças é a Secção infantil do Apostolado da Oração.

O Secretariado geral é em Braga, Largo das Terezinhas, 5-4719-Braga.



         HORA SANTA

Dá-se este nome de Hora Santa a uma devoção que se faz durante uma hora sem interrupção, com orações e cânticos na presença do Santíssimo Sacramento, solenemente exposto, e que termina com a Bênção do Santíssimo Sacramento.

Nos tempos em que ainda se não celebrava a Missa Vespertina, era costume fazer-se a oração da tarde ou da noite com a reza do Terço e, em dias especiais, como por exemplo nas Primeiras Sextas-Feiras de cada mês, fazia-se a Hora Santa.

Ao P. Mateo se deve a publicação do livro das Horas Santas que servia de guia de meditação intercalando os mistérios do Terço.

Com as Missas Vespertinas, a oração da noite ficou enriquecida e o hábito das Horas Santas continua ainda, em dias de especial celebração.

As Horas Santas têm a sua inspiração nas palavras de Jesus a Pedro no Jardim das Oliveiras :

- Nem sequer pudestes vigiar uma hora Comigo!

Por esta razão, normalmente o conteúdo desta devoção é sobre a meditação da Paixão do Senhor.

Como é feita na presença do Santíssimo Sacramento em exposição, a Hora Santa é uma manifestação de fé na Presença Real de Cristo na Eucaristia.

O Direito Canônico recomenda que se faça, pelo menos uma vez por ano, a exposição solene do Santíssimo Sacramento, para que a comunidade local medite mais profundamente no mistério eucarístico, (cf. Cân. 942).

Todavia, uma paróquia de gente piedosa e fé esclarecida, exige que se faça a Hora Santa com mais freqüência, para alimentar a sua fé e o seu amor a Cristo presente na Eucaristia, e para reparação pelos pecados de todo o mundo.



                   PRIMEIRAS SEXTAS-FEIRAS

         É uma devoção que consiste em receber a Sagrada Comunhão em nove consecutivas Primeiras Sextas-Feiras de cada mês em honra e reparação ao Sagrado Coração de Jesus.

         Esta prática nasceu de aparições privadas de Cristo a Santa Margarida Maria Alacoque de 1647 a 1690, por meio das quais se pode ganhar a graça do arrependimento e a graça de receber os Sacramentos à hora da morte.

         Santa Margarida Maria Alacoque era una religiosa da Visitação, de França, que tinha uma grande devoção ao Sagrado Coração de Jesus e está na origem da festa ao Sagrado Coração de Jesus que se celebra anualmente na Sexta-Feira da semana a seguir ao Corpo de Deus, e é a esta devoção reparadora das nove Primeiras Sextas-feiras, que se dá o nome de Comunhão Reparadora.

         É bom ter em conta que na altura das Aparições a Santa Margarida, a Comunhão era raramente recebida, especialmente em França, por causa da heresia dos Jansenistas, e só muito mais tarde é que se começou a recomendar e a fazer a Comunhão freqüente.

         É costume, em cada Primeira Sexta-Feira de cada mês, fazer também a prática da Hora-Santa reparadora.

         A prática das Primeiras Sextas-Feiras tem sido promovida especialmente pelos membros do Apostolado da Oração.

         Esta prática e devoção não são um dogma de fé, mas tratando-se de amor e reparação ao Sagrado Coração de Jesus, a Igreja aceita-a e recomenda-a como sinal do nosso amor e é já uma importante tradição na Igreja católica, a que andam ligadas as  doze promessas, para os que fizerem as nove Primeiras Sextas-feiras.

         Diz o Catecismo da Igreja Católica:

         616. - É o «amor até ao fim» (Jo. 13,1) que confere ao sacrifício de Cristo o valor de redenção e reparação, de expiação e satisfação. Ele conheceu-nos e amou-nos a todos no oferecimento da sua vida. «O amor de Cristo exerce pressão sobre nós,   ao pensarmos que um só morreu por todos e que todos, portanto, morreram»(2 Cor. 5/14). Nenhum homem, ainda que fosse o mais santo, estava em condições de tomar sobre si os pecados de todos os homens e de se oferecer em sacrifício por todos. E existência, em Cristo, da pessoa divina do Filho, que ultrapassa e ao mesmo tempo abrange todas as pessoas humanas e O constitui cabeça de toda a humanidade, é que torna possível o seu sacrifício redentor por todos.

 

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