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Três
horas da tarde, a sacristia da paróquia é um lugar ameno e
fresco apesar do sol forte que brilha sobre a cidade.
De mãos dadas e um sorriso de apaixonados, o
casal de jovens se aproxima. A secretária convida-os a
sentar.
Com voz solene ele logo fala: “Viemos marcar o
casamento”. O sorriso e um olhar de cumplicidade para a
namorada sublinha a importância da declaração que acabou
de fazer... depois é a namorada que assume o comando e
explica as datas e os detalhes planejados.
Quantas vezes D. Neide, secretária paroquial,
já viu esta cena? Quando passaram pela porta, ela já podia
adivinhar, ponto por ponto, o diálogo, antecipar as
perguntas.
D. Neide procura participar, com alegria,
do momento destes dois jovens, atendendo-os de modo
especial - estão marcando “o seu casamento”; é como
receber dois filhos que trazem seus sonhos para serem
abençoados pela Igreja. A forma de D. Neide os acolher
é sinal da acolhida da própria comunidade.
O trabalho de acolher as pessoas no expediente
paroquial é complexo. Muitas vezes a situação envolve
dificuldades muito maiores do que ajustar os detalhes da
celebração do sacramento.
A Pastoral da Acolhida deve estar preparada
para receber e encaminhar pessoas que pouco conhecem a
Paróquia e por isso podem ter preconceitos e hostilidades
ou se sentem diminuídas e ameaçadas diante da estrutura
eclesial.
Alguém não familiarizado com a Igreja por não
reconhecer a função das pessoas ou ter dificuldades para
entender os programas e processos da comunidade. A
Pastoral da Acolhida, neste caso, deverá explicar com
alegria e paciência passo por passo.
Caso totalmente diferente é o atendimento de
pessoas que já fazem parte da comunidade e que podem
compreender os procedimentos de documentação necessários
para a Igreja. Mas, mesmo neste caso, surgem dificuldades
– às vezes a proximidade do relacionamento pessoal pode
supor privilégios, exceções e dispensa de prazos. A
Pastoral da Acolhida neste caso deverá, também, com
paciëncia e alegria, solicitar a colaboração de todos.
Muitas vezes as dificuldades de relacionamento
podem ter origem no próprio responsável pela comunidade
que, por muitos compromissos, limites de saúde, idade ou
personalidade, tem dificuldades de estabelecer uma boa
comunicação com a comunidade. Esta situação vai exigir da
Pastoral da Acolhida a construção de uma ponte para se
manter a comunicação.
Muito equilíbrio!
No atendimento paroquial devemos levar em
conta dimensões muito complexas da Igreja: administração /
taxas e caridade; pastoral de direito econômico;
organização e solicitude missionária...
Quem faz a Pastoral da Acolhida deve ter uma
boa compreensão dos valores que estão em jogo para, a cada
momento, fazer a escolha certa, sempre em favor da
pessoa e da Comunidade que está sendo atendida.
Em qualquer instituição, o chamado
“atendimento ao público” é muito importante. Os
especialistas em Relações Humanas chegam a afirmar que uma
pessoa bem atendida conta sua experiência para outras
duas ou três; porém, alguém mau atendido reclama e
conta o fato para oito ou dez pessoas.
A Pastoral da Acolhida é muito mais do que o
“atendimento ao público” de uma empresa. É um sinal de
amor da própria comunidade e portanto, todo o cuidado com
as palavras, com as decisões, é pouco.
A pessoa que assume este ministério da
Pastoral da Acolhida deverá cultivar virtudes pessoais que
a ajudam a ser simpática e acolhedora.
Há uma mística, uma forma de viver o
Evangelho, que inspira o secretário e a secretária
paroquial. A capacidade de manter sempre o diálogo cresce,
quando comparamos nossa prática com a prática de Jesus,
conversando com a mulher junto ao poço (Jo 4); com o
homem do templo (Jo 3); com o jovem (Lc 18).
Quando o agente da Pastoral da acolhida faz
crescer em sua vida as qualidades do diálogo,
disponibilidade, atenção, prontidão, simpatia, etc., está
se preparando para ser um secretário ou uma secretária
paroquial; mas está, antes, cultivando a própria vida
cristã. Está anunciando e testemunhando o Reino. A
Pastoral da Acolhida é espaço para o evangelizador e a
evangelizadora, porque evangelizar é comunicar (Doc. De
Puebla 1063).
Os secretários e secretárias de comunidade,
espalhados por todas as cidades, são agentes da pastoral;
exercem uma missão que atinge, a cada dia, diretamente,
perto de 80.000 pessoas no Brasil.
As várias pastorais e movimentos que
constituem a vida da comunidade encontram na presença
constante do plantão paroquial, um ponto de referência
gerador de comunicação, articulação e animação.
Parte considerável da eficácia da coordenação
de uma comunidade, pelo seu pároco, depende do bom
desempenho da secretaria paroquial.
Junto com todas as forças vivas da comunidade,
o agente da Pastoral da Acolhida é responsável pela
imagem pública da Igreja.
Diante de tão grave e ampla responsabilidade,
o agente de pastoral deve se preparar.
Profissionalmente, deve se capacitar em organização e
método, em informática e relações humanas; pessoalmente,
procura desenvolver os talentos de sua personalidade no
sentido da solidariedade e do diálogo; em fim,
espiritualmente irá descobrindo cada vez mais a
vocação missionária e evangelizadora que está como
semente, em cada encontro que estabelece com os irmãos e
com Deus.
PE.
BENEDITO SPINOSA
Setor
de Comunicação Social da CNBB
EDITORIAL
Amigas e amigos, secretárias e secretários
paroquiais:
A CNBB, Pastoral da Acolhida, abre seus braços
para acolher a cada uma e a cada um de vocês, que atuam
longe ou perto, esperançosas(os), alegres,
acolhedoras(es)... enfim a cada uma e a cada um que disse
“sim”, feito o de Maria, ao nosso projeto de melhorar o
acolhimento em nossas secretarias paroquiais. Grande é a
nossa alegria pela repercussão que teve a nossa proposta e
tentaremos, dentro das grandes limitações que temos, e
contando com a preciosa ajuda dos Regionais da CNBB,
respondermos aos anseios de tantas(os) secretárias(os)
espalhados por todos os estados do Brasil.
Rumo ao Jubileu de Jesus Cristo, acolhedores
ao Espírito, neste ano especialmente a Ele dedicado,
precisamos juntar nossos sonhos e trabalhos, neste caminho
em que Ele espalha sua enorme graça através da rica
possibilidade que temos de acolher, no dia-a-dia, as
vidas, diferentes e preciosas, de tantos que nos procuram
nas secretarias paroquiais.
A articulação de nossos trabalhos,
enquanto secretárias(os) é um dos nossos objetivos.
Respeitando a individualidade de cada pessoa e de cada
região, quais experiências podemos trocar, em que podemos
ter unidade de ação? Apesar dos vários endereços, não
podemos esquecer que somos uma só Igreja. O estarmos
articuladas(os), trocando nossas experiências só nos fará
crescer em todos os sentidos.
Cuidemos de nossa formação. Formação a nível
pessoal, descobrindo lá no fundo de nós mesmas(os)
as dádivas que o Pai nos deu e que ainda não cultivamos
suficientemente, nossos dons, especialmente os da
comunicação e acolhimento. E para que os cultivemos
abundantemente, cuidemos de nossa formação
profissional, buscando uma qualidade de atendimento
que nos coloque à frente de todos os “ISO 9000...” por aí
existentes. Ao lado disso, cultivemos nossa
espiritualidade que nos mostrará se nosso trabalho
está sendo desenvolvido não só como profissão, mas,
principalmente, como uma vocação à qual Ele nos
chamou de forma especial.
Nós, da Pastoral do Acolhimento, queremos ser
animadores deste projeto mas precisamos contar com todas e
todos os secretários e secretárias de boa vontade, que
atuam como cartão de visita nas comunidades, e mais ainda,
como porta aberta para tantos irmãos e irmãs, carentes
daquela acolhida que os fará estar mais próximos do
lugar, escolhido por excelência para ser a sementeira da
Palavra de Deus.
Que o Divino Salvador e Sua Mãe sejam nossos
inspiradores.
Contamos com você, seu estímulo, suas
críticas.
Um abraço fraterno.
M.
Aparecida Mulatto de Carvalho
Secretária da Paróquia Divino Salvador, Campinas.
COMO
ATINGIR A SUA META
Muita gente quer atingir a meta sem ter saído
do ponto de partida.
Querem chegar a alguma coisa sem ter feito
nada para isso.
Há ainda os que caminham na direção contrária.
Em busca de alegria, alimentam-se de
sensacionalismo mórbido.
·
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Querem a paz, mas buscam agitação e ruído.
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·
Querem a paz para o mundo,
mas
introduzem a guerra em casa e na família.
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·
Querem desenvolver uma personalidade forte,
mas
vivem amarrados aos convencionalismos sociais.
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Querem saber muita coisa sem nada estudar...
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Querem ser amados sem amar, sem aumentar o amor em seu
coração.
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Querem ser ouvidos, mas não ouvem.
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Querem a saúde, mas envenenam o corpo e a mente.
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Querem que o mundo melhore, mas não melhoram seu pequeno
mundo.
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Querem justiça, mas são injustos.
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Querem chegar a algum lugar sem sair do seu casulo.
Se
você quer alcançar um fim, precisa usar os meios.
Se
você quer atingir a meta, decida-se a partir!
A
SECRETARIA, ALÉM DE SER UM TRABALHO PROFISSIONAL, É TAMBÉM
UM TRABALHO PASTORAL
(Doc.
59, 20)
INTRODUÇÃO
A cada dia as relações humanas estão cada vez
mais influenciadas pelos meios de comunicação, pela
modernidade e a desenfreada tecnologia. Influência esta
que, invariavelmente nos conduz a um comportamento
anti-social e individualista. Cada indivíduo, no seu dia a
dia, tem a preocupação vital em sobreviver, não dando
muita importância ao conviver ou ao relacionamento com o
meio em que vive. No entanto, nós - enquanto membros da
comunidade cristã - nos preocupamos em promover o
desenvolvimento das relações humanas.
Em vista dessa preocupação, devemos trabalhar
as relações interpessoais, dando-nos a oportunidade de
refletirmos sobre a auto-valorização e a ética
profissional; a fim de tornar o ambiente de trabalho
altamente prazeroso e produtivo. Temos também que nos
sensibilizar para as necessidades do outro e as
dificuldades do cotidiano, abrindo assim um canal
eficiente de comunicação, entendimento, empatia... enfim,
acolhimento!
O QUE É SECRETARIAR
O Aurélio define a palavra secretária como: uma
mulher que exerce as funções de secretário e também, como
uma “mesa” onde se guarda documentos importantes. A
palavra secretário significa o indivíduo que
transcreve atas de assembléia, escreve redações, organiza
o funcionamento de uma reunião, assembléia, sociedade ou
serviço administrativo... classifica, datilografa e redige
correspondência.
ÉTICA PROFISSIONAL
Quando olhamos as pessoas ou coisas estamos
constantemente fazendo juízos de valor. Esse objeto é
bonito... Gosto muito de dias ensolarados... Detestei
aquela aula, o professor não explicou direito a matéria...
Esta caneta é ruim, pois falha muito...Acho que a
Maria foi muito simpática te ajudando... Isso quer
dizer que estamos fazendo juízos de realidade,
dizendo que tal objeto, tal dia, tal pessoa... existem,
mas estamos também fazendo juízos de valor pois
descobrimos nessas realidades um conteúdo que mobiliza a
nossa atração ou a nossa repulsa.
Nos exemplos dados, referimo-nos a valores que
encarnam a beleza, a utilidade, a bondade. E esses valores
são num primeiro momento herdados por nós, pois vivemos em
uma determinada cultura que nos passa um conjunto de
significações já estabelecidas por outros, de forma que
aprendemos desde cedo como devemos nos comportar à mesa,
na rua, diante de pessoas estranhas, como andar, correr...
qual o padrão de beleza; que direitos e deveres temos.
Conforme atendemos ou transgredimos certos padrões, nossos
comportamentos são avaliados como bons ou maus...
(juízos de valor). A ética profissional demanda o
reconhecimento da atividade profissional a serviço da vida
e do desenvolvimento humano. Tem a ver com a práxis - como
ação e relação para o outro como outro, como pessoa, como
sagrado, como absoluto. Ou seja, tem a ver com a
responsabilidade e o respeito à dignidade daquele(a) a
quem se está servindo... É a afirmação da nossa
sensibilidade perante a existência do outro...
COMO EXERCER EFICIENTEMENTE SUA FUNÇÃO:
Para ser uma(um) secretária(o) eficiente é necessário
cultivar alguns hábitos e valores que, com certeza, farão
de você não só uma(o) profissional competente, mas também
uma pessoa de sucesso! Eis aqui algumas “dicas” que a(o)
ajudarão nessa empreitada:
·
·
Vontade e disposição:
esteja sempre disposta(o) para assessorar e acolher as
pessoas;
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·
Faça de seu trabalho um fim para a sua realização:
e não simplesmente um meio para sair da rotina doméstica,
para mostrar que também sabe fazer alguma coisa, para
conhecer bastante gente, etc.;
·
·
Discrição:
suas atividades envolvem muitos aspectos confidenciais,
portanto, seja a mais discreta(o) possível;
·
·
Objetividade:
seja uma pessoa objetiva, precisa, prática em tudo; você
exerce essa função para facilitar a vida das pessoas e
para resolver problemas;
·
·
Criatividade:
encontre soluções desenvolvendo sua criatividade; ouse ser
original;
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·
Lealdade:
seja leal em tudo na sua paróquia;
·
·
Respeito:
saiba respeitar a estrutura de sua paróquia e a maneira de
ser das pessoas;
·
·
Iniciativa:
sempre tome iniciativa para facilitar a rotina de todos;
·
·
Dinamismo:
execute sua profissão com alegria e disposição;
·
·
Paciência:
sempre conte até 10... você só tem a ganhar; seja uma
pessoa assertiva e não agressiva;
·
·
Pontualidade/Assiduidade:
aprenda a planejar, organizar e controlar seu tempo;
atrasos e faltas somente em casos de emergência;
·
·
Relacionamento:
relacione-se bem com todos, independentemente de sua
posição hierárquica, valores culturais, situação
econômica, etc.;
·
·
Aparência pessoal:
um fator muito importante, pois você representa a sua
paróquia;
·
·
Cultura:
atualize-se sempre, permanentemente;
·
·
A paróquia:
conheça a paróquia onde você atua (serviços, pastorais,
nome e função das pessoas, etc.);
·
·
Autenticidade:
procure ser sempre autêntica(o); seja você mesma(o)!
Lembre-se que você tem valor, você é uma pessoa e, como
tal, merece também respeito!
COMUNICAÇÃO
A necessidade de nos comunicarmos
adequadamente: O desenvolvimento humano e o avanço das
civilizações dependeram principalmente do progresso
alcançado numas poucas atividades, como: a descoberta do
fogo, a domesticação dos animais, a divisão do trabalho;
mas, acima de tudo, da evolução dos meios de receber, de
comunicar e de registrar o conhecimento e,
particularmente, do desenvolvimento da escrita fonética. O
ser humano é essencialmente um animal comunicativo; a
comunicação constitui uma de suas atividades
essenciais.
Quando pensamos em comunicação estamos nos
referindo a algo que é transmitido de uma pessoa para
outra. Essa transmissão pode se dar de várias formas:
verbal, gestual e escrita. Sendo assim, temos que pensar
também, que muitas vezes comunicamos “algo” para as
pessoas sem nos darmos conta do que estamos comunicando,
pois quando estamos irritadas(os) a nossa fala é mais
agressiva, ríspida e seca. Nossa postura se torna mais
tensa e agitada, nossa escrita fica truncada e confusa.
Como secretárias(os) paroquiais, temos que zelar pela
“comunicação” que estabelecemos com os outros pois além de
exercermos uma profissão, também formamos a Pastoral do
Acolhimento. Assim sendo, somos responsáveis por
“assumir atitudes concretas de acolhimento... com gestos e
testemunhos significativos e envolventes”(Doc. 59, n° 20)
Como falar ao telefone
O telefone é um dos melhores instrumentos da
comunicação.
Infelizmente a(o) secretária(o) inexperiente
muitas vezes não sabe a diferença que existe entre o uso
social e comercial de um telefone.
Eis alguns “toques” para a utilização correta desse
instrumento eficaz.
As pessoas com quem você fala através do telefone formam
uma imagem de você, de sua personalidade, do tom da sua
voz e da maneira de falar. Julgando você, elas poderão
também tender a julgar seus superiores e sua paróquia. “A
primeira impressão é a que fica”.
·
·
Atenda ao primeiro toque. Se não for possível, dê uma
explicação breve e desculpe-se. O telefone que fica
tocando interminavelmente, dá a impressão de descaso.
·
·
Esteja pronta(o) para falar quando fizer ou receber um
chamado.
·
·
Não diga “alô”. Um “alô” pouco informativo dá uma
impressão de ineficiência tanto da pessoa que está
respondendo ao chamado, como da sua paróquia.
·
·
Identifique-se. Diga o nome da sua paróquia e o seu nome.
Peça para seu interlocutor identificar-se.
·
·
Ao atender, tenha “um sorriso na voz”. Um modo simples de
imprimir à sua voz um tom simpático é: um momento antes de
levantar o fone, sente-se ereta(o) e sorria. Este pequeno
esforço fará um mundo de diferença na sua voz para a
pessoa do outro lado da linha.
·
·
Você sabe como é sua voz ao telefone? Que tal gravar sua
voz fazendo de conta que está falando ao telefone com uma
pessoa fictícia?
·
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Nunca segure o fone com o ombro. Ao segurar o fone,
mantenha-o a cerca de 5 cm de seus lábios. É a distância
ideal para não causar vibrações com o toque dos lábios ou
para que suas palavras não soem muito distante.
·
·
Use termos fáceis de serem entendidos. Simplifique. Não
tenha medo de usar seu queixo, sua língua e seus lábios
para pronunciar os sons perfeitamente. O uso apropriado do
aparelho fonador é o único meio de falar direito.
·
·
Evite falar muito devagar ou muito rápido. Evite
monotonia. Varie o tom de sua voz ao pronunciar certas
palavras, mas não varie o volume. Não fale alto demais.
·
·
Faça pequenas pausas para dar ênfase a palavras
importantes.
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Evite termos de intimidade como “bem”, “querido”, “meu
amor”.
Seja sempre gentil e utilize expressões do tipo “pois
não”, “obrigada(o)”.... Nunca use um tom frio, mas evite
bate-papos sociais.
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·
Evite gírias. Aprimore seu português.
·
·
Evite chamadas pessoais. Se imprescindível, seja
discreta(o) e rápida(o). Desencoraje amigos e familiares a
lhe telefonarem para a secretaria. Muitas chamadas
pessoais tornam-se sério problema em qualquer escritório.
·
·
Se a ligação não for para você, passe-a para a pessoa
desejada. Não boicote telefonemas.
·
·
Se o seu interlocutor precisar esperar na linha, diga-lhe
quantos minutos demorará. Se a procura da informação
demorar mais que o previsto, avise a pessoa que você não a
esqueceu e ainda está resolvendo seu caso. Quando voltar
ao telefone, não fale muito depressa. Agradeça-lhe por ter
esperado.
·
·
Número “errado”: você deve ser tão cortês como é para com
qualquer outra pessoa que liga para sua paróquia. Tenha
sempre boas maneiras.
·
·
Não confie na memória. Tenha sempre à mão lápis e papel.
Tenha sobre sua mesa uma lista dos telefones mais usados.
Procure também ter por perto todos os dados necessários
para a conversa.
Anote cuidadosamente os recados a serem transmitidos, não
se acanhando se tiver que pedir para que o interlocutor
repita ou soletre palavras que você não entendeu. Nunca
transfira uma ligação só para se ver livre.
·
·
Mantenha registro de seus telefonemas interurbanos. Ao
receber ou fazer uma ligação interurbana seja breve
·
·
Quando ligar para um número e não atender, desista após o
terceiro toque e ligue depois.
·
·
Evite passar ligações para seu superior quando ele estiver
em reunião ou atendendo alguém. Em caso de emergência,
escreva-lhe um bilhete. Cuidado ao passar uma ligação para
seu superior, quando este estiver atendendo alguém. Nem
sempre o interlocutor quer ser identificado por outras
pessoas, por sua conversa ser confidencial.
·
·
Procure saber com seu superior se ele poderá atender ou
não ligações. Procure saber também se ele quer que o
interlocutor se identifique para você, mas evite dizer que
ele não está após saber o nome do interlocutor, pois você
poderá dar a impressão de que seu superior não quer
atender a ligação.
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Não interrompa bruscamente a conversa. Seja paciente e
ouça com atenção. Afinal você está lidando com pessoas e
transmitindo a imagem da sua paróquia. Despeça-se
gentilmente.
·
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Evite fornecer informações sem autorização. Seja
discreta(o), fale apenas o necessário. Lembre-se de que
muitos assuntos são sigilosos. Seja ética(o). Respeite a
vida particular dos sacerdotes e demais pessoas com as
quais você convive.
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Não dê informações erradas. Explique que a pessoa certa
para informar está ausente e peça para retornar a ligação.
Transmita boa vontade e simpatia.
·
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Evite os “achismos” e falar a partir do seu julgamento.
“Julgar os outros é perigoso. Não tanto pelo que podemos
cometer a respeito eles, mas pelo que podemos revelar a
nosso respeito” (Voltaire)